quinta-feira, 16 de junho de 2011

Cássio já admite ficar sem Senado, avisa que 4ª feira terá novidades e garante: 'Mesmo sem mandato, trabalho pela PB'


O senador eleito Cássio Cunha Lima admitiu, na manhã desta quarta-feira (15), no microblog Twitter, que pode ficar sem mandato. Mas garantiu que não vai deixar de trabalhar pela Paraíba.
Recurso de Cássio sai da pauta do STF"Mesmo sem mandato, trabalho pela PB", assegurou.

Em tom de mistério, antecipou que na próxima quarta-feira (22) os paraibanos podem esperar uma boa notícia para o desenvolvimento econômico do Estado.

Última chance

O senador eleito esperava que o Supremo Tribunal Federal julgasse na última quarta-feira agravos apresentados pela Coligação Paraíba Unida contra recurso extraordinário que interpos para garantir sua posse no Senado Federal.

O julgamento foi adiado, porém, em função da ausência do relator da matéria, ministro Joaquim Barbosa.

Com o adiamento, os Agravos podem figurar na pauta da quarta ou quinta-feira da próxima semana - últimas sessões antes do recesso do STF.

Caso não seja votado até semana que vem, Cássio só poderá assumir no mês de agosto.

Barbosa já havia deferido monocraticamente o recurso do tucano, baseado na Lei da Ficha Limpa, que perdeu efeito sobre as eleições de 2010.

O que está em questão, agora, é se ano passado Cunha Lima já estaria apto a se candidatar. Ele, que foi cassado em 2008, pode ser enquadrado na Lei de Inelegibilidade.

Veja tuitada de Cássio:

Cássio Cunha Lima
"Na próxima quarta-feira teremos uma boa noticia para o desenvolvimento econômico do nosso Estado. Mesmo sem mandato trabalho pela PB."

Portal correio

Ministro da Integração Nacional virá à Paraíba nesta sexta-feira


O Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, virá à Paraíba, nesta sexta-feira (17). A informação foi dada no programa radiofônico Correio Debate, (98 FM), da rede Correio Sat.

O Ministro deve assinar, às 13h, a ordem de serviço da Barragem de Camará, na cidade de Esperança, no Agreste do Estado. Às 15h, o Ministro deve assinar a ordem de serviço da Vertente Litorânea.

Leia Mais: Ricardo se reúne com Dilma e anuncia investimentos de R$ 1 bilhão; veja onde recursos serão aplicados

Nesta quarta-feira (15), o Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, teve uma reunião com a Presidente da República Dilma Rousseff e assegurou recursos na ordem de R$ 1 bi para a construção da obra.

O que é a vertente litorânea

Trata-se de um canal de integração da barragem de Acauã com a barragem de Araçagi, construída em um percurso de 120 km, que passará por seis barragens de médio porte, regularizando a oferta de água.

A obra será construída ao longo dos próximos quatro anos. "Vamos realizar mudanças bastante lúcidas e, ao mesmo tempo em que a Vertente Litorânea é feita, vamos construir novas adutoras no valor de R$ 37 milhões."

"Ao todo, serão investidos mais de R$ 75 milhões apenas no brejo paraibano." completou Ricardo.

O que é a translitorânea

Uma adutora com 28 quilômetros de extensão, que consiste na construção de uma barragem de nível, duas estações elevatórias e um reservatório semi-enterrado de 5.000 m3.

A obra proporcionará a duplicação de oferta de água na grande João Pessoa.

O Governo estabeleceu um calendário de até 12 meses para o término da Adutora, que utilizará águas vindas do Rio Abiai-Papocas, em Alhandra.

A adutora atingirá os municípios do Conde, Santa Rita, Bayeux, João Pessoa e Cabedelo. Será priorizada a conclusão da Estação de Tratamento de Gramame.


Portal correio

Dilma 'cai no forró' do Maior São João do Mundo

A Presidente Dilma Rousseff (PT) deve vir à Paraíba na próxima semana para participar do Maior São João do Mundo, em Campina Grande. A informação está na coluna desta quinta-feira (16), da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Segundo ela, a visita de Dilma ao Estado 'faz parte da estratégia do Planalto para, depois de um tempo nos gabinetes de Brasília enfrentando crises, reaproximá-la do 'povão''.

A jornalista ainda diz que a visita de Dilma à Paraíba deve causar um mal estar com os pernambucanos que tem o São João de Caruaru, conhecido como o 'Melhor São João do Mundo'. "A presidente Dilma Rousseff vai matar os seus admiradores caruaruenses de inveja", disse Mônica.

A data para a viagem ainda não foi confirmada pela Assessoria de Comunicação da Presidência da República.


Portal correio com Politicapb

RC anuncia construção de 15 mil casas populares

O governador Ricardo Coutinho anunciou que estão sendo construídas na Paraíba mais de 15.200 casas populares, em um investimento superior R$ 480 milhões dos programas Pró-Moradia, do PSH, BNDES e do “Minha Casa Minha Vida”.

Segundo Ricardo, algumas as habitações populares estão em construção e outras serão iniciadas em breve em todas as regiões do Estado.

O governador informou que em Bayeux serão construídas 2.240 casas do Programa” “Minha Casa minha Vida”, e em Santa Rita, 1024 habitações dentro do “Minha Casa, Minha Vida e mais 25 dentro do Pró-Moradia. “Temos a certeza que nesses quatro anos entregaremos muitas casas populares reduzindo o déficit habitacional do Estado. Estamos retomando as obras de três conjuntos em Campina Grande, como o Conjunto Três Irmãs que estava parado há oito anos. Também pagamos a contrapartida de municípios para a construção de 2029 casas para não perder os recursos”, explicou.

Segundo dados da Cehap, na 1 região geoadministrativa polarizada por João Pessoa estão em construção ou com obras a iniciar 6.079 casas; na 2 região administrativa (Guarabira) 219; na 3 região (Campina Grande) 3.828; na 4 região (Cuité) 582; na 5 região (Monteiro) 270; na 6 região (Patos) 120 unidades; 7 região Itaporanga) 190; 8 região (Catolé do Rocha) 240 casas; 9 região (Cajazeiras) 485; 10 região (Sousa) 568; 11 região (Princesa Isabel) 90, 12 região (Itabaiana) 474; 13 região (Pombal) 251 e 14 região (Mamanguape) 1839 unidades habitacionais.

Além do anúncio das habitações, o governador da Paraíba abordou assuntos importantes, como segurança, água e saúde.

Segurança – Ricardo Coutinho disse que as ações de segurança estão sendo feitas com a territorialização das áreas e que, nas próximas semanas, entrega um Centro Integrado das Polícias Militar e Civil em Manaíra. Ele acrescentou que outros serão instalados em Mandacaru, Cristo e Rangel. “Vamos juntar as polícias Militar e Civil. É algo que não dá para ser diferente porque as duas polícias se complementam e precisam desenvolver um trabalho articulado”. De acordo com Ricardo, a meta do governo é territorializar a Paraíba de forma que cada região tenha um delegado e um comandante de batalhão responsável pela área com metas de redução de criminalidade. O governador informou que os índices de homicídios em João Pessoa ainda são altos, mas que já diminuíram consideravelmente em Campina Grande e no interior. “O problema é que nos últimos três anos a Paraíba vinha registrando um crescimento vertiginoso na taxa de homicídio, cerca de 40 por cada 100 mil pessoas. É preciso um trabalho intenso no combate ao crack e ao cuidado com os usuários”.

Água – O governador lembrou que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, estará nesta sexta-feira (17) na Paraíba para assinar termos de compromisso para construção da barragem de Nova Camará, da barragem de Pitombeiras e de mais seis barragens na região e do termo de compromisso para interligação da barragem de Acauã a Araçagi que possibilitará a distribuição da água do Rio São Francisco no Estado. As obras representam um investimento de mais de um R$ 1 bilhão.

Saúde – O governador garantiu que irá construir o Hospital Regional de Mamanguape no valor de quase R$ 10 milhões e do Centro de Oncologia de Patos. Ele busca recursos para construir o Hospital Metropolitano de Santa Rita e de Pedras de Fogo. “Mesmo com dificuldades, ampliamos o número de atendimentos no hospital regional de Campina Grande, Sousa e Cajazeiras. Investimos também na reforma do Hospital de Patos. Existe uma reação positiva, mas falta a constituição do sistema, e temos a certeza que teremos a alta complexidade nas regiões, descentralização da oncologia e a consolidação de uma rede de pequenos hospitais”.



Da Secom-PB

terça-feira, 7 de junho de 2011

Você tem tendência a se isolar? Faça o teste e confira dez dicas para driblar a solidão



Você dá a mesma atenção à vida pessoal e à rotina profissional? Quantas vezes desmarcou compromissos sociais por falta de tempo ou disposição? “Pode parecer um desgastado clichê, mas, nas últimas décadas, a sociedade foi, gradativamente, valorizando mais o ter do que o ser", diz Marivaldo Gouveia, teólogo e psicólogo clínico de São Paulo. Segundo ele, equilibrar a rotina com compromissos sociais e profissionais dará uma visão mais abrangente da vida e, consequentemente, uma rotina mais prazerosa e saudável.

O profissional ainda ressalta a importância do descanso em meio a tantas atividades e cobranças. “O sistema nervoso central pode trabalhar intensamente por até três horas e, então, precisará de uma pausa, mesmo que breve". Fora do trabalho, o especialista diz que é preciso procurar atividades de lazer, na companhia de amigos ou familiares, pois são essenciais para a saúde emocional e a física.

Dez passos para driblar a solidão

Cecília Russo Troaino, psicóloga e autora do livro “Aprendiz de Equilibrista”, da Editora Generale, enumera dez dicas para que você evite o isolamento:

1. Mesmo que não possa ter contatos regulares com seus amigos, busque-os nas redes sociais. Você se atualiza sobre a vida deles, conversa, não perde datas de aniversário e é uma maneira de manter uma ligação;
2. Programe-se para almoçar com um amigo a cada 15 dias. Se dá para marcar reuniões de trabalho, por que não agendar um almoço com alguém querido e manter esse compromisso?;
3. Use e abuse de todos os meios de contatos: celular, internet, e-mail, redes sociais. Falta de conexão não é desculpa para se isolar. Escreva, telefone, mande uma mensagem... Não perca o contato;
4. Gerencie bem o tempo. Quanto mais coisa fazemos, mais cavamos tempo. É questão de organizar a agenda e encontrar um horário para esse contato com o mundo. Ele é necessário;
5. Faça passeios, dos mais simples, mesmo que só! Cinema ou andar pelo shopping é um bom pretexto para ver gente. Você pode encontrar um conhecido e parar para um café, mesmo que seja por dez minutos. Isso areja;
6. Não espere ter uma tarde inteira livre para sair da rotina. Use os poucos minutos que sobram. Melhor um encontro meia hora com um amigo que não vê-lo por dois anos! Use o tempo que você tem. Não fique sonhando com o improvável (para não dizer impossível!);
7. Dividir tarefas é um bom jeito de abrir espaços na agenda. Se no trabalho não dá para fazer isso, ao menos faça em casa, com quem mora com você. Se vive só, não há desculpa! Deixe a louça suja e vá tomar um café com uma boa companhia
8. Marcar encontros às 18h, uma vez por semana, pode ser uma boa opção para escapar do trânsito. Relaxe com amigos e vá para casa depois, quando o congestionamento estiver menor;
9. Escolha atividades físicas ou esportes onde você possa interagir com as pessoas. Aulas de dança e grupos de corrida são bons espaços para um ótimo bate-papo, além de saudáveis;
10. Esqueça todas as desculpas e empecilhos que você criou para fugir das sugestões acima. Coloque-as em prática. Ao menos tente... Elas vão lhe ajudar a ter uma vida mais feliz

RENATA RODE
Colaboração para o UOL

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Filhos terríveis podem ser reflexo do comportamento dos pais


As crianças absorvem os exemplos dos pais. Por isso, suas atitudes diante deles servem como lições

Crianças agressivas, respondonas, mimadas, metidas... Tão difíceis que até os pais não conseguem lidar com elas -mas não se dão conta de que, provavelmente, eles rêm grande responsabilidade pelo comportamento dos filhos. Até por volta dos 11 anos, os pequenos são como esponjas: absorvem tudo que vêm do pai e da mãe, seus maiores exemplos. Bons e maus hábitos são incorporados. Porém, como são crianças, o reflexo acontece na forma de birra, gritos, desobediência. Na adolescência, o resultado é reclusão e rebeldia.

É provável que muitos pais se perguntem: “mas o que temos feito de errado?”. A verdade nem sempre é fácil de alcançar, pois não há manual que ensine a lidar com qualquer relação afetiva. O primeiro passo para compreender seu filho a ser um reflexo do seu é tentar desvendar e rever as próprias ações. Lembre-se: nenhuma criança (ou família) é igual à outra. As situações a seguir, com suas devidas justificativas, são exemplos do que costuma acontecer na maior parte dos casos. Não são regras, portanto; mas podem ajudar a sinalizar o caminho.

SE O SEU FILHO É...
Contestador,Fechado,Desobediente,Raivoso,Metido,Mimado,Valentão

Adolescentes contestadores = pais autoritários

A rebeldia é o motor básico dessa fase de vida, pois serve para que a gente descubra quem, de fato, somos. Porém, alguns rapazes e garotas acabam exagerando na dose, em especial se têm pais extremamente autoritários. Quanto mais os pais tentam exercer o poder, sem a menor chance de negociação, mais os filhos o repelem.

“O melhor é promover um ambiente em que ambas as partes se ouçam. Atitudes autoritárias nos afastam mais de nossos adolescentes e mostram fragilidade. Autoritarismo implica em não se ter autoridade”, sentencia Maria Sylvia de Souza Vitalle, chefe do Setor de Medicina do Adolescente do Departamento de Pediatria da Unifesp.

“Ser contestado é difícil... É um exercício difícil o de olhar o outro e pensar que a perspectiva dele talvez possa estar certa... Mas também pode estar errada. E a grande arte, nesse caso, é o diálogo. Ele possibilita a emissão de opiniões a favor e contrárias a um determinado ponto, até se chegar a um acordo comum”, pondera a especialista.

Adolescentes fechados = pais reservados

Muitos adolescentes encaram qualquer conversa como uma D.R. (discussão de relacionamento) chata. Em vez de só chamá-lo para reclamar das notas vermelhas ou cobrá-lo por algo que ele deixou de fazer, converse sobre os interesses em comum ou as qualidades que ele tem.

“Contar alguma experiência da sua adolescência também ajuda bastante e tira o ar de sermão do bate-papo”, destaca o psicólogo Ricardo Monezi, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que ainda recomenda olhar o adolescente com compaixão.

“Lembre-se de sua própria adolescência e da insatisfação, insegurança e angústia que provavelmente sentiu. Coloque-se no lugar do seu filho, entenda o que o ele está passando e ofereça ajuda”, aconselha.

Crianças desobedientes = pais contraditórios

A mãe dá uma tremenda bronca no filho por causa da sujeira e da desordem do quarto. No carro, atira uma latinha de refrigerante ou uma bituca de cigarro pela janela. O pai reclama que a filha pequena só quer saber de bolacha recheada e não come nenhum legume, fruta ou verdura. Mas, em seu prato, ele tem um bife cheio de gordura e batata pingando óleo.

Não são raros os pais que são adeptos, ainda que de forma inconsciente, da lei “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!”. “O problema é que se o discurso não corresponde à prática, qualquer tipo de bronca ou sugestão tende a ser desprezado pela criança”, pontua Wimer Bottura.

Se o pai ou a mãe não respeitam aquilo que pregam, por que deveriam cobrar isso da criança? O modo que os pequenos encontram para mostrar à família essa contradição é desobedecer as regras, claro.

Crianças raivosas = pais distantes

De acordo com o psiquiatra Wimer Bottura, membro da Associação Paulista de Medicina (APM), a agressividade infantil, na maior parte das vezes, é um pedido de socorro. “Prestem atenção em mim!”, é o que a criança gostaria de gritar, se soubesse expressar em palavras o que sente.

“A raiva é uma questão de sobrevivência, nesse caso. O que a criança deseja é que a escutem, que a percebam, que reparem em suas necessidades”, explica o psiquiatra. E quais são essas necessidades? Podem ser as mais variadas possíveis: alertar que está sofrendo bullying na escola, que sente falta de carinho e contato físico por parte dos pais, que gostaria que lhe contassem uma história antes de dormir, que se sente só...

Tudo depende da história de cada família, mas o fato é o que os pais não vêm decodificando suas mensagens – e precisam, com urgência, dar um jeito de fazer isso.

Crianças muito autoconfiantes = pais que amam demais

Todo mundo ama demais seu filho. E elogio nunca é demais, certo? Errado! Você pode acreditar que está esculpindo a autoestima com as melhores ferramentas quando diz que ele é o mais linda da escola, o mais inteligente da classe, o mais popular do condomínio. “Entretanto, há o risco enorme de ele se tornar megalomaníaco e acreditar que é melhor do que os outros”, avisa a psicóloga Suzy Camacho.

O resultado é que vai ser considerado metido e insuportável pelas outras pessoas, que se afastarão de sua companhia. Geralmente, uma criança com esse perfil se transforma na idade adulta na eterna insatisfeita, pois nada corresponde ao seu perfeccionismo. Elogie, sim, lamba a cria mesmo, mas carregue menos nas tintas. E procure enaltecer, sobretudo, as atitudes.

Crianças mimadas = pais medrosos

Muitos pais, na tentativa de compensarem o sofrimento ou a necessidade que tiveram na infância, acabam por mimar demais os filhos, cobrindo-os de presentes e satisfazendo todas as suas vontades. “A criança não aprende a lidar com a frustração, e esse aprendizado é fundamental para que se transforme em um adulto mentalmente saudável”, alerta Suzy Camacho.

Mal-acostumada, a criança pode reinar em casa, mas na escola ou com o grupo de amigos do prédio, por exemplo, vai ser vista como a chatinha que quer tudo do jeito dela, tornando-se "persona non grata" para as brincadeiras.

“Em vez de gastar com brinquedos os quais a criança nem pediu, que tal proporcionar um passeio, um piquenique, uma tarde diferente? É a lembrança de bons momentos que levamos para a vida adulta, não os presentes que ganhamos”, sugere Suzy, que faz ainda uma comparação: “Nós levamos os nossos filhos para vacinar mesmo sabendo que vai doer, que vão chorar, mas temos consciência de que é para o bem delas. Dizer não dói do mesmo jeito, mas também é para o bem. Ensina a dar valor a determinadas coisas.”

Crianças que praticam bullying = pais agressores

O ponto de origem, aqui, não inclui a violência física, e sim verbal, sutil, cometida pelos pais e presenciadas pelos filhos. Alguns exemplos? Tratar mal o garçom, humilhar o porteiro do prédio, ignorar um pedido da empregada doméstica, fazer piadinhas de mau gosto sobre etnias ou orientações sexuais. “Essas demonstrações acabam contaminando os pequenos que, na escola, se sentem à vontade para fazer graça com a cara do coleguinha”, diz a psicóloga Suzy Camacho, de São Paulo.

“Criticar a criança na frente de todo mundo também é um ataque perverso, pois ela se sente humilhada”, completa. Se isso acontece com uma certa frequência, é comum que, mais cedo ou mais tarde, acabe descontando em alguém (mais fraco, menor, mais tímido) a humilhação que sofre em casa. Vale a pena repensar os próprios valores e, se não puder mudá-los, no mínimo tentar ensinar o filho a respeitar a diversidade através do exemplo. E evitar chamar a atenção de uma criança em público.

HELOÍSA NORONHA
Colaboração para o UOL