segunda-feira, 9 de março de 2015

Sonda procura voo MH370 em área nove vezes maior que São Paulo

Temos que acreditar que encontraremos algo", diz Brady Hernandez, um americano do Estado da Louisiana, com um sotaque sulista "carregado". "Só não sabemos se vamos conseguir".Decorrido quase um ano e apesar de uma conta de dezenas de milhões de dólares, o maior mistério da história da aviação permanece sem resolução.
E Hernandez sabe disso melhor que ninguém. Ele é um dos coordenadores da equipe de buscas pelo voo MH370, da Malaysia Airlines.O americano fala no convés do Fugro Supporter, um dos quatro navios envolvidos na missão de tentar localizar o Boeing 777, desparecido desde março do ano passado, com 227 passageiros e 12 tripulantes a bordo.Ele parece bem relaxado para alguém que acaba de voltar para o porto de Perth, na Austrália, depois de sete semanas em alto-mar, no Oceano Índico.

Seis dias

"Não é tão ruim assim", diz Hernandez, sorrindo.
Mas é. A zona de buscas pelo MH370 é um dos locais mais remotos do mundo. Fica a 1.800 km da costa Oeste da Austrália e apenas a jornada marítima até a região dura seis dias, mesmo com os navios em velocidade máxima.Na mais recente viagem, a tripulação de 40 pessoas do Fuggro Suppporter passou por maus bocados.
"O mar estava revolto e havia muitos ventos", lembra Mike Dixon.
Dixon, um ex-oficial da Marinha Britânica, conta que o navio enfrentou dois ciclones que fizeram as ondas chegarem a 15 metros de altura.
O Fugro Supporter enfrentou dois ciclones e ondas de 15m de altura no Oceano Índico© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 O Fugro Supporter enfrentou dois ciclones e ondas de 15m de altura no Oceano Índico
O mau tempo é apenas um dos fatores que dificultam ainda mais a missão de busca.
Para começar, a área de buscas é calculada de acordo com os últimos dados de satélite sobre a localização do avião. E tem 60 mil quilômetros quadrados.E o equipamento de buscas submarinas opera em velocidades comparáveis a de uma caminhada.

"Nove São Paulos"

Imagine, então, alguém caminhar por uma área quase nove vezes maior que a região metropolitana de São Paulo à procura de alguma coisa. E agora imagine fazê-lo em águas de até 5 mil metros de profundidade.
"Temos um alvo muito pequeno numa área muito extensa", diz Dixon."Um avião pode parecer grande quando alguém o vê no solo, mas em relação à area em que o estamos procurando este avião é bem pequeno".
E a área de buscas é apenas parte do que se acredita ser a rota que o MH370 pode ter percorrido - o avião desviou do plano de voo original, entre Kuala Lumpur, na Malásia, e Pequim.Um erro mínimo nos cáculos pode simplesmente significar que os navios estão procurando pelo Boeing 777 no lugar errado.
Sendo assim, é preocupante pensar que mais de 40% da chamada "zona prioritária" tenham sido vasculhados e nada encontrado. Mas para as equipes envolvidas nas buscas, não faz sentido pensar de forma negativa."Se a orientação foi que a atual zona é o melhor lugar para procurarmos o avião, então temos que fazê-lo", diz Brady Hernandez.
Os navios usam dois tipos de equipamentos. O primeiro é chamado tow fish, um sonar submarino atrelado ao um cabo de 10 km de comprimento. É usado para mapear o fundo do oceano.Se o tow fish detecta algo de interesse, as equipes de resgate podem enviar um submarino-robô, chamado de AUV, e que custa US$ 10 milhões.
O veículo é ocupado com uma câmera em preto e branco, além de sonar e sensores que podem detectar na água vestígios de óleo, combustível de avião e outros produtos químicos.O problema é que o mini-submarino não pode ser usado em dias de tempo ruim, pois ele não fica atrelado ao barco e pode se perder.
Por isso, vários dias de busca foram perdidos por causa de tempestades.Os custos das buscas podem ter passado de US$ 40 milhões, segundo estimativas da BBC.Durante a semana, o premiê australiano, Tony Abbott, deu a entender que os esforços de busca poderão ser reduzidos e que "não poderão continuar para sempre".
BBC Brasil

Bebê é retirada viva de carro semi-submerso 14 horas após acidente

Criança fica 14 horas pendurada de cabeça par abaixo próxima da água gelada em carro inundado.

© Foto: AP Criança fica 14 horas pendurada de cabeça par abaixo próxima da água gelada em carro inundadoUma criança de pouco mais de um ano de idade sobreviveu a um acidente automobilístico e ficou por 14 horas dentro de um carro parcialmente submerso em um rio nos Estados Unidos.



A menina de 18 meses foi encontrada pendurada de cabeça para baixo logo acima da água.
Ela foi achada por um pescador na tarde de sábado.
A mãe do bebê dirigia por uma rodovia do Estado de Utah quando o carro bateu em
uma barreira de cimento e caiu no rio. 
O acidente ocorreu durante a noite e por isso ninguém percebeu o que
havia acontecido até o dia seguinte.Bombeiros levaram a criança para um hospital 
em Salt Lake City, onde sua condição de saúde melhorou de crítica para estável.
A mãe, Lynn Groesbeck, de 25 anos, foi encontrada morta no banco do motorista.

Tarde da noite

Segundo o policial Cory Slaymaker, Groesbeck havia visitado seus pais na sexta-feira e
saiu da casa deles por volta de 22h30.O acidente aconteceu quando ela voltava para sua cidade, Springville.O pescador só encontrou o veículo, parcialmente submerso, por volta de 12h30 
do dia seguinte. "Os parentes não perceberam que elas estavam desaparecidas”, afirmou Slaymaker.Três policiais e quatro bombeiros que entraram no rio Spanish Fork para prestar 
Socorro foram depois hospitalizados com hipotermia.A polícia disse que não daria mais detalhes 
do caso
BBC Brasil

domingo, 8 de março de 2015

Raniery quer que RC e Zenóbio cumpram promessas de casas populares para Guarabira

“A minha parte eu estou cumprindo, inclusive na condição de deputado estadual. Cobro da tribuna da Assembleia, discuto e apoio moradores e me reúno com representantes de órgãos, cuja finalidade é a construção de unidades habitacionais”.
 
O discurso acima é do deputado Raniery Paulino (PMDB). Ao ser entrevistado por uma emissora de rádio do Brejo nesta segunda-feira (02), ele cobrou do Governo do Estado e da Prefeitura de Guarabira a construção de casas populares para o município de Guarabira.
 
Raniery disse que, se o prefeito Zenóbio Toscano (PSDB) prometeu mesmo a construção de 600 casas durante a sua campanha eleitoral e o governador Ricardo Coutinho (PSB) também garantiu que iria edificar 400 unidades em solo guarabirense, que ambos se juntem e cumpram as promessas feitas durante as eleições.
 
Para o deputado, líder do PMDB na ALPB, não pode é a população sem teto viver sofrendo com um enorme déficit habitacional, inclusive muitas pessoas morando em casebres, sem nenhuma infraestrutura básica, por que o governador e o prefeito esquecem de cumprir o que prometeram quando pediram e tiveram o voto do eleitor guarabirense.
 
Durante a entrevista, Raniery lembrou o caso dos moradores do conjunto residencial Lucas Porpino os quais, há mais de 18 anos morando na localidade, agora podem perder suas moradias por que ainda não foram efetivados nos lotes onde construíram as casas.
 
- A convite do meu pai, o ex-governador Roberto Paulino, foi ter reunião com a superintendente da Cehap, Emília Correia, e sai do encontro esperançoso. Lá ela se mostrou interessada em resolver o problema dos habitantes do Lucas Porpino e de outras áreas em Guarabira – afirmou o deputado.
 
Raniery disse ainda que Emília Correia garantiu a construção de cerca de 140 casas populares em Guarabira, mais um conjunto do Projeto Cidade Madura, que contempla pessoas idosas. “Espero que essas unidades venham em tempo hábil, mas, é preciso o prefeito Zenóbio também fazer a sua parte. Em mais de 2 anos de administração, ele não construiu sequer uma unidade habitacional no município. Isso é lamentável”, criticou Paulino.
 
ASSESSORIA DE IMPRENSA
 

Raniery Paulino representa parlamentares estaduais na reunião do GT da Reforma Política, em Brasília



14 de Março: Dia Internacional de Luta Contra as Barragens, Pelos Rios, Pela Água e Pela Vida




imagem da internet
 Esta data foi definida em 1997, durante o 1º Encontro Internacional dos Atingidos por Barragens que aconteceu no Brasil e, desde então, populações atingidas por barragens do mundo inteiro denunciam o setor elétrico que, historicamente, tem causado graves consequências sociais, econômicas, culturais e ambientais.
imagem da internet
  Aenergia se tornou um elemento central na retomada da produção e apropriação capitalista. E toda a cadeia produtiva da energia elétrica, desde a construção de hidrelétricas até a geração, transmissão e distribuição da energia, se transformou em fonte de elevada lucratividade e de intensa disputa, o que caracteriza um verdadeiro assalto aos nossos recursos naturais de base produtiva abundante.

Cada vez mais nosso compromisso é de nos organizarmos e de nos inserirmos nas lutas contra as transnacionais que se apropriam de nossa riqueza, pelos direitos dos trabalhadores, na defesa dos rios, da água e da vida. As manifestações da semana do 14 de março serão realizadas para pedir solução para a enorme dívida social e ambiental deixada pelas usinas já construídas, para fortalecer a luta por outro modelo energético e para avançar nas ações conjuntas entre os trabalhadores do campo e da cidade.

Portanto, reforçamos a importância da unidade na luta entre os povos e as diversas organizações, fortalecendo o internacionalismo contra o projeto do capital, numa luta que não é apenas da população atingida pelos lagos, pois todo o povo é atingido pelas altas tarifas da energia, pela privatização da água e por um golpe reacionário da direita que quer derrubar as conquistas dos trabalhadores e se aprofundar no controle e domínio de nossas riquezas naturais estratégicas, como é o petróleo.

Por fim, reforçamos a convocação para que todos e todas participem de grandes jornadas de lutas no Brasil, na América Latina e no mundo neste 14 de março. Devemos, mais do que nunca, nos manter firmes e organizados para dar continuidade na luta local, nacional e internacional, organizando os atingidos por barragens, os trabalhadores da energia e toda a classe trabalhadora.
Porém, nossas lutas deverão ir para além desta data, elas devem ser permanentes, contra as empresas transnacionais privatistas e rentistas, contra os altos preços das tarifas de energia, onde a água e a energia não sejam mercadorias e a riqueza gerada esteja sobre o controle popular.

Água e energia não são mercadorias!

Zenóbio se reúne com ambulantes e debate política de organização do Shopping Popular