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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Senado perdoa faltas e livra senadores de desconto Quase 80% das ausências acumuladas por eles em 2015 foram abonadas por “atividade parlamentar”, que, a rigor, pode ser qualquer coisa. Muitos nem especificam por que faltaram e, ainda assim, escapam de corte no salário

Fotos: Moreira Mariz/Agência Senado
Magno Malta e Zezé Perrella deixaram de comparecer a mais de um terço das sessões. Como se justificaram, não correm risco de cassação
Luma Poletti e Rodrigo Vasconcelos
A Constituição estabelece, em seu artigo 55, que o parlamentar ausente a um terço das sessões ordinárias do Senado ou da Câmara perderá o mandato se não apresentar justificativa para as faltas. O senador ou deputado que desaparece do Congresso e não apresenta razões para isto tem os dias de salários cortados. Mas os senadores descobriram um jeito novo e simplório para driblar as punições: alegam apenas que estão em “atividade parlamentar” nos estados e ganham o abono da falta.
Levantamento exclusivo feito pela Revista Congresso em Foco revela que três de cada quatro senadores usaram esse tipo de explicação para suas ausências em 2015. Ao todo, 61 dos 82 parlamentares que passaram pela Casa e tiveram ao menos uma falta recorreram ao expediente. Das 1.072 ausências justificadas, 820 (76%) foram atribuídas a atividades parlamentares. Em tese, pode ser qualquer coisa que um congressista esteja fazendo, seja de interesse público ou relacionado ao seu mandato. Seja em Brasília, no seu estado ou até no exterior.
A Mesa Diretora do Senado abona as faltas mesmo quando a desculpa do congressista não especifica o local ou a agenda a ser tratada. É possível anular a ausência e evitar o corte no salário apenas com uma declaração do parlamentar. A Secretaria-Geral da Mesa explica que o senador sequer precisa apresentar comprovante sobre o tipo de atividade de que participou. O congressista só é obrigado a apresentar relatório de suas atividades fora do Legislativo quando a missão política implicar custo.
O número de ausências justificadas quase dobrou do primeiro ano da legislatura passada para esta. Em 2011, 669 faltas foram abonadas, ou seja, autorizadas pela Mesa Diretora ou pelo Plenário. Além das atividades parlamentares genéricas, os senadores podem usar como justificativa a participação em discussões ou eventos em que representam o Senado, as chamadas missões oficiais, e licenças médicas.
Nesses casos, não há desconto nos vencimentos, diferentemente do terceiro motivo admitido pela Casa: o afastamento para tratar de assuntos particulares. Em 2015, dois senadores atingiram o limite constitucional de faltas que implica a perda de mandato: Magno Malta (PR-ES) e Zezé Perrella. Mas, com as justificativas genéricas, eles não correm risco de perder o mandato.
Um terço fora
Campeão de ausências em 2015, Magno não compareceu a 49 das 127 sessões com previsão de votação. Apresentou 34 requerimentos alegando que ficou longe de Brasília em “atividades parlamentares” sem dizer quais. Outras duas faltas o senador atribuiu a problemas de saúde. Em todos os casos teve o ponto preservado. Com isso, apenas três faltas do senador capixaba ficaram sem explicação. A assessoria do parlamentar garante que ele não cometeu nenhuma irregularidade e que se ausentou do plenário para defender suas bandeiras políticas em audiências públicas e sessões importantes do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo.
Quem mais utilizou o recurso da atividade parlamentar foi Zezé Perrella (PDT-MG). Ele faltou a 48 sessões deliberativas em 2015, mais de um terço do total de reuniões. Em quase todas as vezes, deu a desculpa genérica e teve as faltas abonadas, com exceção de dois dias em que ele alegou “motivos particulares”. Perrella fez duas viagens internacionais oficiais representando o Senado: uma visita técnica a uma empresa nos Estados Unidos, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, e outra a Roma, também oficial, para conhecer o Parlamento italiano.
A assessoria de Perrella afirma que as ausências por atividade parlamentar não tiveram intenção de burlar o sistema de controle de presenças, e que todas se deram em razão do mandato. O pedetista também informou que precisava visitar as cidades onde foi votado para manter fiéis os eleitores. Ele só detalhou duas justificativas. Uma para visitar o local do desastre ambiental provocado pela lama da barragem de rejeitos da empresa Samarco, que atingiu distritos da cidade de Mariana (MG), e sua viagem para visitar o Congresso italiano. O senador assumiu o mandato em 2011, como suplente do ex-presidente Itamar Franco, morto naquele ano.
Além de Magno Malta e Perrella, também estão na lista dos mais faltosos de 2015 os senadores José Maranhão (PMDB-PB) e Gladson Cameli (PP-AC). Maranhão alegou que 25 das suas 41 faltas ocorreram porque estava doente com febre chikungunya. Em outras 14 oportunidades, o senador atribuiu suas ausências a atividades parlamentares na sua Paraíba. Cameli conseguiu abonar todas as 36 faltas. Ele informou que viajou ao Vietnã, à África do Sul e à França, onde participou da COP-21, a cúpula mundial do clima em Paris.
Sem justificativa
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) é o campeão de ausências sem justificativas em 2015. Nos dois primeiros meses do ano passado, o parlamentar tirou licença para tratar da saúde. No lugar dele, assumiu o suplente Fernando Ribeiro (PMDB-PA). Entre abril e dezembro, Jader apresentou 11 justificativas para ficar longe de Brasília. Em nove delas alegou motivos particulares. Em outras duas, atividades parlamentares. O senador não apresentou qualquer justificativa para 14 faltas e teve os dias cortados. Jader não quis comentar o assunto.
Outro que registrou número alto de faltas injustificadas no levantamento da revista foi o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Ele faltou a 11 sessões ao longo de 2015. Apenas uma delas foi atribuída a atividade parlamentar. As outras dez faltas não foram abonadas porque não houve apresentação de justificativa. A assessoria afirma que duas dessas ausências ocorreram por motivos pessoais. Nas outras oito, segundo o gabinete de Alcolumbre, o senador não registrou presença porque foi visitar o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e o então ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Os gabinetes das duas autoridades ficam a 300 metros do Congresso.
Fonte: Congresso em foco

Congresso: contas do governo e processos contra Cunha e Delcídio estão na pauta


Após mais de uma semana com os corredores completamente vazios por causa do carnaval, deputados e senadores retomam as atividades nesta terça-feira (16). A volta ao trabalho dos parlamentares deve ser marcada pelos debates em torno dos processos de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do senador Delcídio do Amaral (PT-MS).
O senador, preso na Operação Lava Jato, tem até a próxima quinta-feira (18) para apresentar defesa ao Conselho de Ética e convencer os colegas de que não quebrou o decoro parlamentar ao oferecer dinheiro e sugerir uma rota de fuga para livrar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró da prisão.
O Conselho de Ética da Câmara voltará a analisar o parecer do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) pela continuidade das investigações contra o presidente da Casa. A votação desse relatório, em dezembro, foi anulada pelo vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), a pedido de Carlos Marun (PMDB-MS), ambos aliados de Cunha.
Outro assunto que também estará sob os holofotes é o relatório do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) com parecer contrário ao entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU) que recomendou a rejeição das contas do governo de 2014. Apresentado no final de dezembro, o relatório defende a aprovação, com ressalvas, das contas da presidenta Dilma. A expectativa é que o relatório seja votado até 6 de março.
Início do ano legislativo
Na primeira semana de trabalho, antes do carnaval, a produção dos parlamentares foi pequena. A Câmara aprovou uma medida provisória (MP), a 692/15, que aumenta o Imposto de Renda dos contribuintes que tiveram ganhos com venda de imóveis, veículos, ações e outros bens. O texto, parte do ajuste fiscal, ainda precisa da aprovação dos senadores.
No Senado apenas o Estatuto da Primeira Infância foi aprovado. O texto, que aguarda sanção da presidenta Dilma Rousseff, tem como principal novidade a ampliação da licença-paternidade dos atuais cinco dias para 20 dias.
Edição: Juliana AndradeKarine Melo - Repórter da Agência Brasil
Fonte: Agencia Brasil

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Governo prepara privatização de seis distribuidoras de energia São elas: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia S.A. (Ceron), Boa Vista Energia S.A. e Amazonas Distribuidora de Energia S.A.

O governo Dilma Rousseff prepara a privatização de seis distribuidoras de energia elétrica. São elas: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia S.A. (Ceron), Boa Vista Energia S.A. e Amazonas Distribuidora de Energia S.A. A informação foi publicada nesta sexta-feira (22) no jornal O Globo.
Para tanto, o governo fará neste ano um aporte na Eletrobrás de R$ 5,95 bilhões. O valor, inclusive, servirá para renovar  contrato de concessão das distribuidoras.
“Após a renovação dos contratos, o governo federal poderá dar início ainda este ano ao processo de privatização das distribuidoras ligadas à Eletrobras, como ocorre com a Celg, de Goiás, que deve ser vendida nos próximos meses. O governo pretende arrecadar com a venda das distribuidoras mais do que os quase R$ 6 bilhões que serão aportados”, afirma o periódico
Procurado pelo jornal, o Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou a capitalização neste ano mas disse, por meio de nota, que “ainda está em estudo a forma que ela será feita”.

PT tira Dilma e Lula das inserções na TV A atual presidente e seu antecessor foram alvos de panelaços quando apareceram no horário reservado ao partido em 2015. Cúpula pretende centrar próximos programas na defesa da sigla


A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula ficarão de fora das inserções comerciais que o PT levará ao na primeira quinzena de fevereiro. O partido vai priorizar a defesa da imagem da sigla, abalada por envolvimento de petistas em esquemas de corrupção com o do mensalão e o petrolão. A informação é daFolha de S.Paulo. No ano passado, a aparição de Dilma e Lula na TV gerou onda de panelaços em quase todo o país.
As inserções serão exibidas nos dias 2, 4, 6, 9 e 11 de fevereiro. A cúpula do partido estuda se os dois aparecerão no programa de dez minutos que será levado ao no ar dia 23. Tudo vai depender do clima político após a volta dos trabalhos no Congresso, segundo a Folha.
O presidente do PT em São Paulo, Emídio de Souza, nega que a exclusão de Lula e Dilma esteja relacionada aos panelaços e afirma que o protesto pode ocorrer mesmo sem a presença dos dois na TV.
Em pronunciamento de rádio e TV em 8 de março, Dia da Mulher, Dilma foi alvo de panelaços em 12 capitais. Depois disso, a presidente optou por gravar vídeos e pronunciamentos para a internet. Em maio foi a vez de o depoimento de Lula no horário partidário ser recebido com protestos em 11 capitais. Os dois voltaram a aparecer nas inserções de agosto que ironizavam os panelaços. Houve protesto em 17 capitais.
Fonte: congresso em Foco

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Concursos em andamento oferecem quase 19 mil vagas Remunerações alcançam até R$ 27,5 mil. Há oferta de vagas para todo o país e para os mais diversos níveis e áreas de formação. Veja a lista atualizada dos concursos com inscrições abertas ou à espera de realização de provas



Há quase 19 mil vagas nos concursos em andamento em todo o país. A lista das seleções com inscrições abertas ou à espera da realização das provas reúne opções para todos os cantos do país, as mais variadas áreas e níveis de formação. Os salários chegam até a R$ 27,5 mil, caso do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (19 vagas) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (38). Prefeituras de cidades como Goiânia, Palmas, Nova Erechim (SC), entre outras, sinalizam com remuneração superior a R$ 10 mil.
Nesta semana foram abertas as inscrições para dois dos mais aguardados concursos: o do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso do INSS estarão em disputa 950 vagas, para cargos de nível médio e superior, com salários de R$ 4.886,87 e R$ 7.496,09, respectivamente. A organização cabe ao Cebraspe, o antigo Cespe/UnB.
As vagas serão distribuídas da seguinte maneira: 150 para analista do seguro social com formação em serviço social e 800 para técnico do seguro social. Os cargos serão preenchidos no Distrito Federal e nos 26 estados. As inscrições seguem até 22 de fevereiro e podem ser feitas pelowww.cespe.unb.br/concursos/inss_2015. As provas objetivas devem ser aplicadas em maio.
Já o IBGE oferece 600 vagas (140 de nível superior e 460 de nível médio). A remuneração varia de R$ 3.319,45 a R$ 9.396,88. O concurso é organizado pela Fundação Getúlio Vargas (http://fgvprojetos.fgv.br/concursos). Os  cargos de nível superior são para analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas e de tecnologista em informações geográficas e estatísticas. Para o nível médio, as vagas são para técnico em informações geográficas e estatística. As inscrições vão até o próximo dia 28.
Fonte: Congresso em Foco

Sisu terá aplicativo para auxiliar candidatos Tecnologia Ferramenta enviará mensagens com informações individualizadas e possibilitará aos estudantes acompanhar o calendário de atividades do MEC

Ferramenta vai possibilitar aos estudantes acompanhar o calendário de atividades do MEC

O Ministério da Educação (MEC) lançou um aplicativo para os participantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cujas inscrições começam segunda-feira (11). A ferramenta, desenvolvida para celular e tablet, promete enviar mensagens com informações individualizadas e possibilitar aos estudantes acompanhar o calendário de atividades do MEC. Segundo o ministério, a intenção é melhorar a comunicação com os candidatos.
O app está disponível para download nos sistemas operacionais Android, Windows e IOS e, ao ser instalado, faz uma autenticação dos dados do usuário: com o número de inscrição e a senha usados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015, o candidato fará as opções de curso na página do Sisu na internet. Depois, deve fazer a assinatura no boletim de inscrição, no aplicativo disponível nas lojas virtuais. A partir daí, uma comunicação direcionada começa a ser estabelecida, de acordo com os interesses do estudante. Mensagens, alertas e notificações serão encaminhadas ao aplicativo.
A ferramenta é gratuita e oferece consultas a vagas disponíveis em instituições públicas de educação superior, além de uma calculadora eletrônica, que permite simular a classificação parcial. O aplicativo oferece também uma agenda na qual o usuário pode inserir alertas e lembretes, desde as datas de inscrição até a convocação da lista de espera.

Fonte:Agência Brasil


Inscrições para o Sisu estão abertas e vão até quinta-feira Ensino superior Na 1ª edição de 2016, programa vai oferecer 228 mil vagas em 131 instituições públicas de educação superior.

A partir desta segunda-feira (11) estão abertas as inscrições para a primeira edição de 2016 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As inscrições vão até quinta-feira (14) e são feitas exclusivamente pela internet, no site do Sisu. Nesta edição, o programa vai oferecer 228 mil vagas em 131 instituições públicas de educação superior.
Pode se inscrever o estudante que participou da edição de 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não zerou a prova de redação. É necessário informar o número de inscrição e a senha usados no Enem de 2015.
Ao se inscrever no Sisu, o participante pode escolher até duas opções de curso, por ordem de preferência. É possível mudar essas opções durante todo o período de inscrição. O candidato também precisa definir se deseja concorrer às vagas de ampla concorrência, às reservadas à lei federal de cotas ou àquelas destinadas às demais políticas afirmativas das instituições de ensino superior.
Uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte que é a menor nota para o estudante ter a chance de ficar entre os potencialmente selecionados. Ela é calculada para cada curso com base no número de vagas disponíveis e no total dos candidatos inscritos naquele curso, por modalidade de concorrência. O número é apenas uma referência para o candidato monitorar sua inscrição e não garante seleção para as vagas ofertadas.
O resultado da chamada regular será divulgado no dia 18 de janeiro. Os selecionados deverão fazer a matrícula na instituição nos dias 22, 25 e 26 de janeiro. Assim como na edição anterior, só haverá uma chamada regular.
Quem não foi selecionado ou foi selecionado apenas para sua segunda opção de curso pode aderir à lista de espera que estará disponível na página do Sisu na internet de 18 de janeiro até as 23h59 do dia 29. O interessado só pode se inscrever na lista de espera para o curso que marcou como primeira opção na inscrição. A convocação dos candidatos em lista de espera pelas instituições de ensino começa a partir do dia 4 de fevereiro.
O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação por meio do qual os estudantes participantes do Enem concorrem a vagas de ensino superior em instituições públicas. As notas do Enem foram divulgadas no dia 8 de janeiro.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Sisu tem lista de vagas abertas para consulta; nota do Enem sai na sexta Distribuição por cursos e instituições pode ser vista no site do programa. Inscrições começam no dia 11; há 228 mil vagas em 131 instituições.

Os interessados em se candidatar na primeira edição do Sisu de 2016 já podem consultar as vagas disponíveis,com a distribuição por cursos e instituições, na página do programa. A consulta foi aberta na quarta (6), mas as inscrições terão início apenas na segunda (11).
A primeira edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2016 vai disponibilizar 228 mil vagas em 131 instituições públicas de educação superior. A seleção por meio do sistema vai tomar como base as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que serão divulgadas na sexta-feira (8).
As inscrições no Sisu começam no dia 11 de janeiro e vão até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 14 de janeiro.
Para disputar as vagas os candidatos precisam, necessariamente, ter participado da edição de 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ter obtido nota na prova de redação que não seja zero.
O Sisu é um sistema eletrônico gerenciado pelo MEC que seleciona os alunos, de acordo com o desempenho no Enem. O estudante pode se inscrever em até duas opções de vagas. Durante o período de inscrição é possível verificar a nota de corte de cada curso e mudar a candidatura, otimizando as chances de aprovação.
O resultado da chamada regular será divulgado no dia 18 de janeiro na página do Sisu e nas instituições de ensino superior. As matrículas ocorrem nos dias 22, 25 e 26 de janeiro. Assim como na edição anterior, só haverá uma chamada.
Entre os dias 18 de janeiro e 29 de janeiro os candidatos que não foram convocados para sua primeira opção podem manifestar interesse em aderir a lista de espera. Caso sobrem vagas, as instituições poderão convocar os alunos da lista.
Pelo Sisu, os candidatos que fizeram o Enem disputam vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país.
G1 São Paulo

Delegados fazem abaixo-assinado contra cortes da PF Delegados federais aprovam novo manifesto contra o corte de R$ 133 milhões no orçamento da PF para este ano. Documento acusa governo de fazer acordo com relator para reduzir previsão orçamentária

Delegados da Polícia Federal aprovaram um novo manifesto e voltaram a pressionar o governo contra o corte de R$ 133 milhões no orçamento da PF para este ano. O documento está em fase de coleta de assinaturas e será entregue ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na última semana deste mês
.
A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) já havia elaborado uma carta com teor semelhante, encaminhada ao ministro Cardozo no fim do ano passado, assinada apenas pelos diretores. Agora, o texto foi ampliado e se transformará numa espécie de abaixo-assinado para aumentar a pressão política e tentar reverter o corte orçamentário.
Os delegados acusam o governo de fazer um acordo com o relator do Orçamento no Congresso, deputado Ricardo Barros (PP-PR), para concretizar o corte de investimentos e custeio da PF.
O manifesto enfatiza que, com um orçamento reduzido, a PF não terá condições de detectar desvios de dinheiro público tal como aconteceu na Operação Lava Jato, que já recuperou R$ 2,5 bilhões, e na Operação Zelotes, que, segundo estimativas da organização, evitou que outros R$ 25 bilhões fossem desviados.
“Não é possível concordar com os cortes e contingenciamentos impostos à Polícia Federal, visto que, mais do que despesas, os recursos aportados na instituição representam investimento em um dos mais relevantes direitos da cidadania – a segurança – sem o qual não é possível exercer, em sua plenitude, nenhum dos demais direitos individuais”, diz o manifesto.
A alternativa ao corte orçamentário proposta pela ADPF é a aprovação de uma emenda constitucional que garante a autonomia financeira e administrativa da instituição.
“O ajuste fiscal do governo não pode ser feito com sacrifício da Polícia Federal”, argumenta Carlos Sobral, presidente da associação.
Fonte:Congresso em foco

Mulher que seguia com marido e filhas cai de moto e morre em rodovia de PE Lençol usado para envolver bebê de oito meses enrolou na roda do veículo, derrubando toda a família

Uma mulher de 33 anos morreu e seu marido e duas filhas ficaram feridos em um acidente na BR-104, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, no início da manhã desta quinta-feira (7/2). Os quatro seguiam na mesma motocicleta quando um lençol, usado para envolver uma bebê de oito meses, enrolou na roda do veículo. A mulher morreu na hora. 

PRF/Divulgação

O acidente aconteceu por volta das 4h20, na altura do quilômetro 35 da rodovia. Edina da Silva Santos segurava a filha caçula no colo, quando lençol usado para envolvê-la enroscou na roda da motocicleta, durrubando toda a família. Com a queda, Edina bateu com a cabeça e morreu na hora. 

O marido da vítma, a bebê e a outra filha do casal, de sete anos, sofreram escoriações e foram levados ao Hospital Municipal de Toritama, onde receberam atendimento. Segundo informações de parentes dadas à Polícia Rodoviária Federal (PRF) todos já foram liberados e passam bem.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Cotação do dólar supera R$ 4 e é a mais alta em 21 anos Para esta terça, embora o BC não tenha anunciado, até o momento, novo leilão de venda com compromisso de recompra, a instituição fará mais um leilão de rolagem de swap cambial


Dólar passa dos R$ 4


A cotação do dólar na manhã desta terça (22) alcançou R$ 4 e é a mais alta, desde a criação do Plano Real, em 1994. Às 9h20, a cotação estava em R$ 4,0264. Nessa segunda, apesar da intervenção do Banco Central (BC), a moeda norte-americana fechou o dia com alta de 0,57%, vendida a R$ 3,981. O recorde para o fechamento da moeda ocorreu em 10 outubro de 2002, quando o dólar fechou o dia cotado em R$ 3,99.


Nessa segunda (21), além de vender dólares no mercado futuro, por meio da rolagem (renovação) dos leilões de swap cambial, o Banco Central ofertou US$ 3 bilhões por meio de um leilão de venda com compromisso de recompra. Nessa modalidade, o BC vende dólares das reservas internacionais, mas adquire a divisa de volta algum tempo depois.

Agencia Brasil

STF veta doações empresariais com efeitos já para 2016

Ministros consideraram inconstitucionais repasses de pessoas jurídicas a partidos ou candidatos. Doações privadas só valerão nas próximas eleições se o Congresso aprovar PEC sobre o assunto, afirmam juristas ouvidos pelo Congresso em Foco

Por oito votos a três, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional, o financiamento empresarial de campanhas eleitorais, seja para partidos ou candidatos. A decisão deve valer já para as eleições municipais de 2016.
A única chance de isso não acontecer, segundo juristas ouvidos por Congresso em Foco, é se o Parlamento vier a aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que regulamente o financiamento privado até o fim deste mês. Na Câmara, a PEC da Reforma Política (182/07), que institui essa modalidade de financiamento, foi aprovada em dois turnos, mas a matéria está parada no Senado.
Além disso, qualquer regra relacionada à eleição precisa ser aprovada com antecedência de, pelo menos, um ano antes do pleito em questão. Ou seja, para que o financiamento privado seja regulamentado, a PEC deveria ser promulgada até o final deste mês.
O julgamento começou no final de 2013 e foi interrompido por dois pedidos de vista, um do ministro Teori Zavascki e outro do ministro Gilmar Mendes. A retomada da análise da ação ocorreu apenas na quarta-feira última (16), após o processo ficar um ano e cinco meses parado.
Votaram contra o financiamento por empresa de campanhas eleitorais os ministros Luiz Fux (relator do processo), Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, o ex-presidente Joaquim Barbosa (já aposentado), Rosa Weber, Cármen Lúcia, Marco Aurélio e o atual presidente da Corte, Ricardo Lewandowski. Posicionaram-se a favor do financiamento privado os ministros Teori Zavascki, Gilmar Mendes e Celso de Mello.
CONGRESSO EM FOCO

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Senado aprova aumento de até 78% no Judiciário



Reajuste varia entre 53% e 78,56%, em função da classe e do padrão de cada grupo de servidores. Pagamento seria efetuado em seis parcelas sucessivas entre julho de 2015 e dezembro de 2017, mas pode ser barrado por veto presidencial

Sem o voto da maioria dos petistas, o Senado aprovou nesta terça-feira (30) um reajuste salarial de até 78% para servidores do Judiciário e do Ministério Público, em mais uma derrota governista no Congresso. A votação da matéria, que agora segue para sanção presidencial, mobilizou sindicatos do país inteiro e provocou manifestações com direito a buzinaço e charanga nas cercanias do Parlamento, durante boa parte do dia. Os servidores – alguns deles com autorização para adentrar as galerias do Plenário – temiam o descumprimento do acordo anunciado por senadores há 20 dias, quando a proposição entrou na pauta para votação.
Diante da disposição da maioria dos senadores em votar logo a matéria, o governo teve de recuar. Mas avisou: a presidenta Dilma Rousseff vetará a concessão de reajuste. “Gostaria de registrar que o governo vetará esse projeto, e as negociações vão retornar a zero. E muitos aqui sabem por que esse projeto será vetado, em função dos desdobramentos desta proposta que foi hoje aprovada”, advertiu o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS).
O petista se refere ao impacto orçamentário que o projeto significa em pleno esforço de ajuste fiscal. Ele lembrou que Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF) já haviam avançado no sentido de um projeto alternativo. De acordo com estimativas do Ministério do Planejamento, o reajuste representará R$ 25,7 bilhões extras para os cofres públicos nos próximos quatro anos. Na tentativa de um entendimento, o titular da pasta, ministro Nelson Barbosa, chegou a sugerir na última quinta-feira (25) um reajuste escalonado de 21,3% para todos os servidores federais, com progressão concedida ano a ano de 2016 a 2019. Mas a proposta, que chegou a ser levada ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, não prosperou, como evidenciou o discurso do líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB).
“Se tivéssemos pelo menos um governo que, ao longo dos últimos anos, demonstrasse rigor fiscal, responsabilidade, zelo no trato da coisa pública, os argumentos poderiam ser escutados com mais atenção. Mas esse governo que está aí querer colocar nos ombros e nas costas desses trabalhadores da Justiça e do Ministério Público a conta de um desajuste provocado pelo próprio governo? Não”, sentenciou o tucano.
Escalonamento
A aprovação na CCJ foi resultado de articulação do senador Walter Pinheiro (PT-BA) em favor da matéria, que fixa reajuste escalonado, em média de 59,49%, para servidores do Poder Judiciário. Segundo o parecer favorável do relator na comissão, José Maranhão (PMDB-PB), o aumento varia entre 53% e 78,56%, em função da classe e do padrão de cada grupo de servidores.
O parecer estabelece ainda regras para o pagamento do reajuste, que deverá ser efetuado em seis parcelas sucessivas entre julho de 2015 e dezembro de 2017. A concessão do direito trabalhista, que não é feita desde 2006, depende ainda da disponibilidade de dotação orçamentária e autorização especificada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Congresso em Foco

Maioridade penal: Câmara rejeita texto de comissão Proposta que reduzia a maioridade penal para crimes mais graves não recebeu os 308 votos necessários para aprovação. Deputados vão analisar texto original, que diminui maioridade para todos os casos




Em uma sessão tensa que durou mais de sete horas, o plenário da Câmara rejeitou o substitutivo do deputado Laerte Bessa (PR-DF) à proposta de emenda à Constituição (PEC) que previa a redução da maioridade penal para crimes graves e/ou hediondos. Com o resultado, a Câmara vai apreciar o texto original do ex-deputado Benedito Domingos (PP-DF). O substitutivo de Bessa teve 303 votos a favor e 184 contra. Mas, por se tratar de uma emenda constitucional, a proposta precisava de pelo menos 308 votos favoráveis.
O substitutivo de Laerte Bessa previa que a responsabilização penal de jovens de 16 e 17 anos ficaria restrita a crimes hediondos (homicídio qualificado, latrocínio, sequestro, estupro), tráfico de drogas, casos de terrorismo, lesão corporal grave e roubo qualificado. O texto original da PEC, no entanto, determina a redução ampla e irrestrita da maioridade penal. Essa proposta deve ser analisada nesta quarta-feira, 1º de julho.
A versão rejeitada pela Casa tinha o apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ganhou força entre as bancadas do PMDB, do PSDB, do DEM, do PTB, do PP e do PR. A proposta também ganhou a adesão de parlamentares das bancadas evangélica, da bala e ruralista.
Durante esta terça-feira, deputados a favor e contra o texto de Bessa intensificaram o lobby na Câmara. Parlamentares de origem policial ou militar, por exemplo, lembraram a colegas vários “episódios de impunidade” relacionados a crimes cometidos por adolescentes. Do outro lado, os deputados contrários à redução da maioridade distribuíram panfletos dizendo que o sistema prisional brasileiro poderia entrar em colapso caso os jovens com 16 e 17 anos fossem responsabilizados penalmente.
O argumento deles é que uma eventual aprovação do substitutivo acarretaria uma espécie de “efeito cascata” em outras leis. Em um panfleto, esses parlamentares ressaltaram que a responsabilização penal de jovens de 16 e 17 anos implicaria a liberação da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. O argumento foi criticado por deputados a favor da redução da maioridade penal. No Twitter, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa classificou como “insensatez” a proposta votada pela Câmara. “Eu apoio integralmente a posição do governo federal, contrária à redução da maioridade penal. Estão brincando com fogo”, disse Joaquim.
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Votação sobre a maioridade penal foi marcada por vários protestos
Como forma de tentar vetar a aprovação da PEC, o líder do governo, deputado José Guimarães (CE), propôs que os menores fiquem até oito anos internados se cometerem crimes considerados hediondos. Hoje o prazo máximo de internação é de três anos. “Vamos nos unir em nome da civilização. Os países que fizeram a redução estão trabalhando a ideia da socialização”, disse Guimarães.Favorável ao relatório de Bessa, o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), disse que a proposta da comissão especial era ponderada ao permitir a prisão apenas dos menores culpados de crimes violentos. “É um texto que tem equilíbrio, propõe a redução apenas para os casos graves, sobretudo os crimes contra a vida. Suprimir uma vida é injustificável na idade e na classe social que for”, declarou.

A votação da PEC da redução da maioridade penal ocorreu sob clima de muita tensão. Desde cedo, foram promovidas várias manifestações no Congresso Nacional – a favor e contra a medida. Estudantes e policiais militares entraram em confronto no final da tarde em um dos acessos ao Anexo II da Câmara.
Antes do confronto, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) caiu ao tentar passar por um grupo de manifestantes em sua chegada à Câmara. Cerca de 500 pessoas fizeram vigília no gramado em frente ao Congresso para se manifestar contra a proposta. Outro grupo, que apoiava a medida, fixou cruzes no gramado para simbolizar as vítimas de crimes praticados por adolescentes.
Para “garantir a ordem”, o presidente da Câmara ignorou uma decisão do STF e limitou a entrada de manifestantes na galeria da Casa. A ministra Cármen Lúcia expediu uma liminar garantindo que militantes estudantis pudessem acompanhar a sessão na galeria da Câmara. No entanto, Eduardo Cunha, interpretou que o habeas corpus determinava o acesso dos estudantes ao prédio da Câmara, não à galeria do plenário.
congresso em Foco

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Senado aumenta pena e crime contra policiais poderá ser hediondo e qualificado Presidente do Senado, Renan Calheiros, destacou que o projeto é fruto de um acordo no Senado e classificou a matéria como um avanço para a segurança pública do país

Crime contra policial agora é considerado hediondo
O assassinato de policiais civis, militares, rodoviários e federais,
além de integrantes das Forças Armadas, da Força Nacional de 
Segurança e do Sistema Prisional, seja no exercício da função ou 
em decorrência do cargo ocupado, agora será considerado crime 
hediondo e qualificado. 
É o que determina o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 19/2015, 
aprovado pelo Plenário do Senado na tarde desta quinta-feira (11). 
O texto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados no final 
de março e agora segue para sanção.

Do deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ), o projeto altera 
o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/1940) e a Lei dos Crimes Hediondos
 (8.072/1990) para qualificar o delito.

O agravamento da pena previsto no texto alcança o crime praticado 
contra o cônjuge, companheiro ou parente até 3º grau do agente
 público de segurança, quando o ilícito for motivado pela ligação familiar.
Em todos esses casos, a pena será de reclusão de 12 a 30 anos. 
Hoje, a pena de homicídio simples varia de seis a 20 anos de prisão.
 O projeto estabelece também que a lesão corporal cometida contra 
agentes de segurança em serviço, e seus parentes, será aumentada 
de um a dois terços.

A proposta tramitou em regime de urgência no Senado – o que permite
 o projeto avançar etapas e prazos. Por isso, o relator da Comissão de
 Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Alvaro Dias (PSDB-PR),
 adiantou seu voto favorável ainda na quarta-feira, no Plenário.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, destacou que o projeto é fruto 
de um acordo no Senado e classificou a matéria como um avanço para a
 segurança pública do país. Segundo Renan, a proposta não vai resolver
 por completo a questão da violência, mas representa um "passo importante".

Ele acrescentou que a segurança pública pede ações profundas como a
 repactuação das responsabilidades e a definição de fontes permanentes
 para o setor.
- Há uma cobrança muito forte da sociedade. O Parlamento há anos estava
 devendo avanços sobre esse assunto – afirma.

Deputados aprovam mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos Mudança cria regra de transição pela qual, nas eleições de 2018, os mandatos de deputados (distritais, estaduais e federais), de governadores e de presidente da República ainda serão de quatro anos




O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10),
 por 348 votos a 110, o mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos.
 A mudança, prevista em emenda aglutinativa à proposta da reforma política 
(PEC 182/07, do Senado), cria uma regra de transição pela qual, nas eleições 
de 2018, os mandatos de deputados (distritais, estaduais e federais), de 
governadores e de presidente da República ainda serão de quatro anos.
O mandato de prefeitos e vereadores eleitos em 2016 também continuará 
a ser de quatro anos. Essa definição teve o voto favorável de 419 deputados
 e 8 contra. Assim, apenas em 2020 valerá o mandato de cinco anos nas 
eleições municipais e em 2022 para as eleições gerais.
No caso dos senadores, aqueles eleitos em 2018 terão nove anos de mandato
 para que, em 2027, as eleições gerais sejam com mandatos de cinco anos 
também para o Senado. O mandato atual de senadores é de oito anos.
Eleições coincidentes
Após aprovar o mandato de cinco anos, o Plenário rejeitou, por 225 votos 
a 220, emenda que previa a coincidência das eleições municipais e gerais.
 Dessa forma, pelo fato de o mandato passar a ser um número ímpar, haverá
 pleitos a cada dois ou três anos: em 2016 (municipais), 2018 (gerais), 2020 
(municipais), 2022 (gerais), 2025 (municipais), 2027 (gerais), 2030 (municipais)
 e sucessivamente.
Havia outras emendas que propunham mandatos maiores (seis anos) ou
 menores (dois anos) para prefeitos e vereadores a fim de fazer coincidir 
as eleições.
Entretanto, com a rejeição da tese da coincidência, elas foram prejudicadas 
e não chegaram a ser votadas.
Congresso em Foco

Câmara mantém voto obrigatório; veja a votação Sugestão de reforma política foi rejeitada por 311 votos a 134. Com o resultado, mantém-se facultativo o alistamento eleitoral para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e eleitores com idade entre 16 e 18 anos


  

Deputados rejeitaram, por 311 votos a 134, a proposição que pretendia
 pôr fim à obrigatoriedade do voto em eleições no país. A sugestão foi 
apresentada pelo líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), à 
proposta de emenda à Constituição que promove areforma política no
 Congresso (PEC 182/07, que teve origem no Senado) e é capitaneada 
pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Com a rejeição do texto de Picciani, mantém-se na Constituição o voto e
 o alistamento eleitoral obrigatórios para maiores de 18 anos. Da mesma 
forma, continua facultativo na Carta Magna o alistamento para analfabetos, 
pessoas com mais de 70 anos e eleitores com idade entre 16 e 18 anos.
DEM, PPS e PV se posicionaram a favor do voto facultativo, apoiando o texto 
de Picciani. Apenas o PMDB liberou sua bancada, deixando seus representantes
 livres para votar como bem decidiram, ao passo em que todos os demais partidos
 defenderam a manutenção do voto obrigatório no Brasil.
Argumentação
Mesmo tendo liberado sua bancada, Picciani apelou aos pares com o argumento 
de que o eleitor deve decidir se quer votar. “Mais vale um pleito com eleitores que 
se mobilizaram e que criam afinidade com um partido, com uma proposta, com um 
candidato, do que uma massa que vai obrigada às urnas, sem ter formado opinião
 sobre as propostas e os candidatos”, discursou o líder peemedebista.
Por seu turno, o líder do Psol, Chico Alencar (RJ), argumentou ser um equívoco
 acreditar que o voto facultativo eliminaria a compra de voto e os chamados
 currais eleitorais – influência de lideranças políticas locais junto ao eleitorado 
dos respectivos redutos. “É melhor manter o sistema como está, até porque a 
experiência de outros países que adotam o voto facultativo mostra que há prevalência
 do poder econômico”, observou Chico. “Quem não quiser participar das eleições
 paga a multa irrisória, e a vida segue.”Já o deputado Sandro Alex (PPS-PR) lembrou
 que a obrigatoriedade do voto já deixou de ser aplicada em mais de 200 países. 
“Em pouco mais de 20 países o voto é obrigatório, entre os quais o Brasil. Mas por
 que a legislação obriga a presença do cidadão na urna?”, ponderou Alex, acrescentando
 que o alistamento eleitoral já garante a inscrição do eleitor nos pleitos. “A ausência na 
urna deve ser uma opção do cidadão.”
Congresso em Foco