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domingo, 21 de dezembro de 2014

Homem preso com a ajuda da filha é condenado a 18 anos na PB

Jurandir Teodósio estava foragido e foi condenado por matar esposa. Filha utilizou as redes sociais para localizar o pai que morava no DF.


Com foto antiga do pai, Julianne ajudou a localizá-lo (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Com foto antiga do pai, Julianne ajudou a localizá-lo 
(Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Foi condenado a 18 anos de reclusão, nesta quinta-feira (18), Jurandir Teodósio de Souto, acusado de ter assassinado a esposa emCampina Grande e localizado este ano pela filha através das redes sociais. Jurandir chegou a ser condenado pelo crime em 2009, mas estava foragido durante o julgamento e a sentença foi anulada. O novo julgamento aconteceu no 2º Tribunal do Júri de Campina Grande.
Jurandir esteve foragido desde a época do homicídio, há 18 anos, mas foi localizado pela filha, Julianne Maracajá, em agosto deste ano através das redes sociais, quando o caso voltou a ter repercussão. “Eu estou muito abalada, só choro, não durmo, estou no chão. É uma ferida do passado que eu estou lutando para cicatrizar agora”, comentou Julianne.
De acordo com o promotor de justiça Osvaldo Lopes, os elementos do processo apontam que o crime teria sido cometido por motivos de ciúmes atribuídos ao machismo do réu, que acreditava que a mulher era propriedade dele.
“Todas as pessoas ouvidas no processo detalham a forma como ele matou a mulher. Essas testemunhas acreditam que o crime foi motivado por ciúmes, pois a vítima era muito bonita e sempre estava bem-vestida. Há também relatos de que ele batia nela quando chegava embriagado em casa,” disse.
Entenda o caso
O suspeito foi preso em agosto deste ano na cidade de Ceilândia, no Distrito Federal, onde levava uma vida tranquila com uma nova família. A filha dele fez uma busca através das redes sociais e conseguiu localizar o pai e ajudou a polícia a realizar a prisão. No dia 18 de novembro, Jurandir chegou na Paraíba e foi transferido para o complexo penitenciário de Jacarapé, conhecido como presídio PB1, em João Pessoa.
A mãe de Julianne, Rute Patrícia Maracajá, foi morta a facadas aos 23 anos, em fevereiro de 1996, em Campina Grande. Condenado em 2009, o foragido se entregou à polícia de Ceilândia após descobrir que tinha sido localizado, no dia 29 de agosto.
G1 PB

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Após morte de estudante, escolas da Capital podem ganhar detectores de metais


Estudante não resistiu aos ferimentos
A  estudante que foi vitima da violência na escola



Durante a reunião, também ficou decidido que haverá uma equipe da Guarda Municipal de plantão, todos os dias, na escola onde ocorreu o crime

Google Street View
Escola Violeta Formiga, na Capital
A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) vai avaliar a possibilidade, eficácia e a legalidade da instalação de detectores de metais nas escolas municipais da Capital. A decisão, tomada nesta segunda-feira (24), ocorre dias após a estudante Maria Beatriz Souza Santana, de 14 anos, ter sido baleada dentro de uma escola municipal da Capital. A estudante foi socorrida, mas morreu.
Leia também: Suspeito de matar aluna em escola de JP é apreendido em escritório de advocacia

As medidas foram tomadas em um reunião entre o secretário de Educação e Cultura (Sedec) de João Pessoa, Luiz de Sousa Junior; o secretário de Segurança Urbana e Cidadania (Semusb), Geraldo Amorim, e funcionários da Escola Municipal Violeta Formiga, além do conselho tutelar. Durante a reunião, também ficou decidido que haverá uma equipe da Guarda Municipal de plantão, todos os dias, na escola onde ocorreu o crime.
Na manhã desta terça-feira (25), haverá uma reunião com a comunidade escolar, pais e alunos. Já na quarta-feira (26), será realizado um culto ecumênico ás 16h. O retorno das aulas na escola onde o crime ocorreu ficou marcado para a próxima quinta-feira (27).
Fonte: Portal correio

Concorrência do CFO na Paraíba é de 97 para mulheres e 89 para homens, por vaga

Logo após a divulgação do Enem, que sempre acontece no mês de janeiro, os aprovados no CFO serão convocados para fazer os exames, o que deve acontecer entre os meses de fevereiro e março de 2015

Divulgação
Equipe da Polícia Militar
A Polícia Militar divulgou, nesta segunda-feira (24), a concorrência do Curso de Formação de Oficiais (CFO) de 2015. As 30 vagas oferecidas pela instituição estão sendo disputadas por 2.726 pessoas. Desse total, 2.240 homens estão concorrendo a 25 vagas, o que representa 89 candidatos para uma vaga. Já a concorrência para as mulheres é maior, com 486 candidatas para 5 vagas, ou seja, 97 por vaga.


O ingresso no CFO da Polícia Militar é por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A decisão foi tomada no mês de maio de 2013, após a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) extinguir o Processo Seletivo Seriado (PSS), que também era utilizado para o CFO. Com isso, o candidato, obrigatoriamente, tem que se submeter ao Enem.

Logo após a divulgação do Enem, que sempre acontece no mês de janeiro, os aprovados no CFO serão convocados para fazer os exames, o que deve acontecer entre os meses de fevereiro e março de 2015. Os candidatos vão ser submetidos a testes de saúde, de aptidão física, que consistirá em provas, todas de caráter eliminatório e classificatório, quando serão verificadas a resistência aeróbica, a agilidade e a força muscular dos membros superiores e inferiores e do abdômen, de acordo com os padrões de condicionamento físico exigidos para o exercício das funções atribuídas ao cargo.

Depois, o candidato passa pela avaliação psicológica realizada por um oficial psicólogo ou comissão de oficiais psicólogos dos quadros da instituição militar ou por psicólogos contratados e terá como base as exigências funcionais e comportamentais com testes de personalidade e dinâmica de grupo. Os exames vão traçar o perfil do policial, avaliando o controle emocional do candidato para enfrentar as mais variadas situações que o policial precisa enfrentar no exercício da profissão. Só depois da conclusão dos exames o candidato será convocado para Curso de Formação de Oficiais.

Para o coronel Sobreira, diretor do Centro de Educação da PM e presidente da comissão organizadora do CFO, o ingresso destes oficiais é muito importante “Eles serão os futuros gestores da corporação e vão suprir as necessidades operacionais da polícia”, concluiu.
Fonte: Portal correio

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Juíz determina soltura de treze suspeitos de envolvimento com grupos de extermínio

Treze, das 19 pessoas detidas na Operação Águas Limpas suspeitas de envolvimento com grupos de extermínio foram soltas na última segunda-feira, dia 6, graças à determinação do juíz José Aurélio da Cruz, do 2ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa.

Luiz Couto diz operação Águas Limpas não inclui grandes patentes da polícia

A decisão foi justificada pelo término do prazo estabelecido pela prisão temporária. Entre as pessoas liberadas, que continuarão a responder processo em liberdade, estão policiais militares.

Os outros seis suspeitos só permaneceram detidos porque foram presos em flagrante ou porque tiveram a prisão preventiva decretada. A diferença entre a prisão preventiva e a temporária está no prazo de reclusão. Na primeira, o suspeito fica detido por 30 dias. Já na temporária, o prazo determinado é de 5 dias, podendo ser prorrogado por mais cinco. Foi o que aconteceu com os treze suspeitos libertados na última segunda-feira.

NorteOnline

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Corpos das vítimas carbonizadas no acidente na BR-230 serão sepultados em Itaporanga

Votos de Pesar

O nosso blog envia votos de pesar a Daniel(filho do casal que morreu carbonizado) e a esposa Flavinha(nora do casal), filha do Sr. Assis e /dona Nita da Guaramóveis, por tamanha fatalidade ocorrida na noite de ontem(7)em João Pessoa. Receba nossos sentimentos de dor e pesar pelo fato trágico. Que Deus possa consolar a familia.

Vamos a matéria:
Os corpos das duas vítimas que morreram carbonizadas no acidente ocorrido terça-feira, dia 7, na BR-230, ja estão sendo velados em Itaporanga, na igreja central. Após a chegada da filha do casal que mora nos Estados Unidos por volta da 4 da madrugada o cortejo seguiu para a cidade de Itaporanga, onde serão sepultados, ja que é a terra natal de Maria Alves(Doninha). Os corpos de Damião Leite Lima, 60 anos e Maria Alves de Carvalho Leite,(conhecida como Doninha) 63 anos, marido e mulher, ficaram totalmente carbonizados, sendo necessário fazer exame de arcada dentária para identificação. Ela era promotora executiva da Avon ha muitos anos.

Esse casal que faleceu era sogro de Flavinha, filha de Seu Assis e Dona Nita do grupo Guaramóveis de Guarabira.

O sepultadmneto está marcado para às 4 da tarde, no cemiterio central de Itaporanga segundo informou familiares das vitimas. O corpo está sendo velado na igreja da cidade. Com grande comoção amigos , familiares e o povo em geral estão dando adeus ao casal,

Como aconteceu

Três pessoas morrem e uma fica ferida no acidente na BR-230 em João Pessoa, que envolveu três veículos, uma saveiro(essa que perdu o controle e atravessou o canteiro atingindo o corola em que vinha o casal,que logo em seguida pegou fogo, deixando-os carbonizados, além de outro veiculo que tb se chocou no acidente, mas que a vitima teve apenas ferimentos leves e foi levada para o Trauma.O motorista da saveiro que perdeu o controle do veículo também morreu no local do acidente.


O casal estava no Corolla em que a Saveiro, de placas NPT-5129/PB, colidiu de frente, por volta das 17h20 de terça-feira(7). O condutor da Saveiro, Flaviano Régis Liberalino, 42 anos, também morreu no acidente, preso às ferragens. outro veículo também foi atingido na colisão. Contudo, o condutor do veículo Polo, Antônio de Sousa Castro, 37 anos, sofreu apenas ferimentos leves e foi socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Polícia indicia Bruno e oito suspeitos no caso Eliza

O goleiro Bruno Fernandes de Souza, suspeito de ligação com o desaparecimento de sua ex-amante, Eliza Samudio, será indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais. Segundo o inquérito de oito volumes, cerca de 1.600 páginas e três anexos, encerrado hoje, Bruno vai responder pelos crimes de homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores.


Também foram indiciados pelos mesmos crimes os demais envolvidos: Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão), Flávio Caetano de Araújo (Flavinho), Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Dayane Rodrigues do Carmo Souza, Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales e Fernanda Gomes de Castro. Marcos Aparecido dos Santos (Bola) foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.


Delegado diz ter provas suficientes para acusar Bruno

"A Polícia Civil de Minas Gerais segue convicta de que tem provas suficientes para incriminar o goleiro Bruno Fernandes de Souza pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio", afirmou o delegado Edson Moreira, que preside o inquérito. A ex-amante de Bruno lutava pelo reconhecimento do filho. Um último episódio confundiu a opinião pública - o depoimento do menor J., 17 anos, primo de Bruno, que durante acareação ontem, assumiu ter mentido nos outros depoimentos feitos à polícia.


A acareação foi acompanhada pela Polícia Civil, advogados, pela mãe do menor além de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais(OAB-MG). J., que nos depoimentos feitos às polícias do Rio de Janeiro e Minas Gerais, afirmou ter presenciado a cena do crime, além de ter visto a mão de Eliza ter sido jogada aos cães, desmentiu e disse ter criado tudo porque estava sob efeito de drogas e que teria sido pressionado por uma delegada a inventar qualquer coisa, caso contrário, pegaria internação de seis anos ou mais.


Apesar da mudança do depoimento, a polícia acredita que foi favorável e proveitoso, como explicou Edson Moreira. O laudo de algumas perícias, análise de documentos e materiais recolhidos em locais de buscas são fundamentais para conclusão do inquérito.


O delegado que preside o inquérito disse que por meio da quebra de sigilo telefônico dos suspeitos, investigadores estão cruzando ligações feitas entre eles. Os registros do GPS do carro de Bruno, a Ranger Rover, onde foi encontrado o sangue da Eliza, devem apontar a trajetória feita nos dias em que Eliza foi sequestrada e mantida em cativeiro, entre os dias 4 e 8 de junho.


Uma das provas mais importantes pode estar em um computador portátil de macarrão apreendido na casa do goleiro Bruno no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Provas que a polícia tem e que somente serão divulgadas no relatório do inquérito, previsto para a próxima semana.

Por Eliane Souza, Agencia Estado

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Família de paraibano morto na Bolívia faz apelo para fazer traslado de corpo

O paraibano Genílson Cavalcanti da Silva, de 28 anos de idade, morreu no último sábado (17), na Bolívia, vítima de infarto do miocárdio. Desde então, a família está desesperada em busca de ajuda para fazer o traslado do corpo de Genílson para ser enterrado em João Pessoa, no Estado da Paraíba, sua terra natal. caso o traslado não aconteça, ele pode ser sepultado na cidade de La Paz, capital da Bolívia, como indigente.

Genílson Cavalcanti foi morar em La Paz, na Bolívia com a esposa e a filha, em busca de oportunidade de emprego. Atualmente, ele prestava serviço como porteiro em uma Igreja da Assembléia de Deus. A esposa, Alessandra da Silva trabalha como garçonete em um restaurante de La Paz.

Todo o dinheiro que o casal recebia era gasto com o próprio sustento, por conta disso, os familiares que moram em João Pessoa, no Conjunto Mangabeira II, estão mobilizando amigos, empresários, políticos e a imprensa em geral com o propósito de arrecadar dinheiro para poder arcar com as despesas do traslado do corpo de Genílson Cavalcanti da Silva para João Pessoa, como também as passagens aéreas para o retorno da esposa e da filha.


Emmanuel Noronha com informações de Pollyana Sorrentino da Correio Sat

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ex-vereador de Cacimba de Dentro é vítima de latrocínio


Luíz Olegário levou três tiros, durante assalto

O ex-vereador e empresário Luiz Olegário da Silva, de 64 anos, foi vítima de latrocínio, roubo seguido de morte, na tarde desse domingo (18), em Cacimba de Dentro, a 88 km de Guarabira.

Segundo a polícia, a vítima estava em seu supermercado quando foi abordado por três homens armados com revólveres. De acordo com testemunhas, o proprietário do estabeleciemento comercial teria reagido ao assalto e acabou sendo atingido por três tiros. Ele foi ferido no rosto e no tórax.

O empresário, que é irmão do delegado de João Pessoa Isaías Olegário, ainda foi socorrido, mas morreu a caminho do hospital. Os assaltantes fugiram sem levar nada.

A polícia cercou a região, porém teve que suspender as buscas devido os bandidos terem adentrado numa mata ao anoitecer. Segundo o Comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, o coronel Alencar, uma equipe já foi designada para continuar as buscas nesta segunda-feira (19).

Cacimba de Dentro também foi notícia no último sábado (17), quando a polícia localizou um carro que tinha sido roubado na cidade de Petrolina, Pernambuco. O veículo (Hilux, de cor prata, ano 2009) estava na residência de Maria do Carmo Barbosa, sogra do acusado Marconde Arruda.

Simone Bezerrill
brejo.com

quinta-feira, 15 de julho de 2010

MPF denuncia rede de prostituição de travestis do Brejo para a Itália

Para a Itália: MPF denuncia rede de prostituição de travestis de Mulungu, Araçagi, Guarabira e Baia da Traição
O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB) denuncia quadrilha especializada em tráfico internacional de pessoas. Estão sendo acusados: Isnard Alves Cabral, José Fernandes Gorgonho Neto, Sérgio Inocêncio da Costa, Luciano de França Costa, José de Arimateia Farias Duarte Júnior e o italiano Paolo Simi.

As provas apresentadas pelo MPF apontam para a existência de uma quadrilha especializada em agenciar jovens travestis de diversos municípios do estado da Paraíba, como Araçagi, Guarabira, Mulungu e Baía da Traição, com a finalidade de promover suas saídas do território brasileiro a fim de exercerem a prostituição na Itália.

Segundo apurou-se a organização criminosa era liderada pelo travesti Isnard Alves Cabral, natural de Mulungu. Ele fixou residência em Roma, na Itália, e teve consideráveis ganhos financeiros com o exercício da prostituição naquele país. Após estabelecido economicamente em Roma, Isnard iniciou o aliciamento de jovens travestis paraibanos para o exercício da prostituição em território italiano.

O aliciamento ocorria através de falsas promessas aos jovens, que eram seduzidos pela expectativa de obter vultosos lucros, quando na verdade, durante o período em que permaneciam na Itália eram vítimas de exploração, de agressões físicas e de ameaças. Os aliciadores custeavam a viagem das vítimas para a Itália, bem como suas estadias naquele país, mas em troca cobravam exorbitantes quantias, vinculando os travestis a dívidas que nunca tinham fim, além de reter os seus documentos, impossibilitando o retorno ao Brasil.

Atuação da quadrilha

A quadrilha funcionava de forma articulada: um grupo era responsável pelo aliciamento dos jovens travestis, outro cuidava da documentação, das despesas e do procedimento necessário para o embarque das vítimas para a Itália e um outro grupo tinha a função de alojar as vítimas em território italiano, forçá-las a vender drogas e explorá-las sexualmente, mediante o emprego de ameças e de coação física. A motivação financeira norteava toda a atuação do grupo, pois os custos estimados para o envio da vítima ao exterior eram da ordem de R$ 6 mil, enquanto que a quadrilha cobrava do aliciado, em média, a quantia de R$ 40 mil pelas despesas.

Os aliciadores eram, em sua maioria, travestis que enganavam as vítimas com falsas promessas de lucro fácil na Europa e abordavam jovens pobres de pequenos municípios paraibanos. Após o aliciamento, membros da quadrilha recebiam as vítimas em João Pessoa e providenciavam toda a documentação necessária à viagem para a Itália, inclusive indicavam as rotas que mais interessavam ao objetivo criminoso, em que a probabilidade de fiscalização policial era menor. A quadrilha atuava desde 1999, somente finalizando suas ações em 2007 quando houve a prisão de seu líder em território italiano.

O fato veio à tona através de matérias publicadas na imprensa paraibana em 2006, informando que rapazes homossexuais paraibanos haviam embarcado para a Itália para atuar como profissionais do sexo e estariam sendo levados para Roma, por meio de agenciadores ou “cafetinas”, que lucravam alto com a exploração da prostituição. Diante dessas informações, a Polícia Federal instaurou inquérito policial, composto por dois volumes e quatro apensos, contendo material probatório referente a informações bancárias e gravações de interceptações telefônicas.

O Ministério Público pediu a condenação dos denunciados nas sanções dos artigos 231 (tráfico internacional de pessoa para fim de exploração sexual) e 288 (quadrilha ou bando) do Código Penal Brasileiro. Como Isnard Alves Cabral e Paolo Simi residem na Itália, o MPF requereu a expedição de cartas rogatórias e seu encaminhamento ao Ministro da Justiça, nos termos do 783 do Código de Processo Penal. Também pediu ao governo italiano a citação dos referidos denunciados.

Confira a seguir os denunciados:

Isnard Alves Cabral: responsável pela articulação e coesão dos demais membros. Cabia-lhe a função de aliciar as jovens vítimas, usando falsas promessas e fazendo referência ao seu suposto exemplo de sucesso. Em Roma, possuía diversas casas para alojar os travestis aliciados, que eram mantidos em grupos e tinham que pagar pela estadia. Cobrava valores extorsivos referentes às despesas com a documentação e a viagem para a Roma, bem como exigia uma parte do dinheiro que era obtido com a prostituição. Foi preso pela Polícia Italiana em razão das atividades ilícitas que exercia naquele país.

Paolo Simi: italiano, exercia, juntamente com Isnard Alves Cabral, posição de liderança na quadrilha, já que ambos eram donos de casas de prostituição em Roma e controlavam, na maioria das vezes, a partir da Itália, o esquema de tráfico internacional de pessoas da Paraíba para aquele país. Paolo destacava-se também como financiador do esquema criminoso, tendo inclusive chegado a ser sócio majoritário da empresa Brasitália Viagens e Turismo Ltda ME, juntamente com Luciano de França Costa. Paolo Simi entrou e saiu do Brasil por várias vezes entre 2002 e 2006, evidenciando a ligação e a participação deste acusado na quadrilha que traficava pessoas do Brasil para a Itália, para fins de prostituição. Foi preso na Itália, juntamente com Isnard Cabral.

José Fernandes Gorgonho Neto: pertencia ao grupo dos aliciadores, sendo responsável por ludibriar as vítimas, convencendo-as com falsas promessas de lucro fácil na Itália. Também acompanhava as vítimas em suas viagens para a Europa, conduzindo-as às casas de prostituição mantidas pela quadrilha. Consta na denúncia que, em 7 de março de 2007, José Fernandes partiu de João Pessoa com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, conduzindo um grupo de pessoas para a Itália com o único objetivo de servirem à prostituição.

Sérgio Inocêncio da Costa: pertencia ao grupo dos aliciadores, sendo responsável por ludibriar as vítimas, convencendo-as com falsas promessas de lucro fácil na Itália. Promoveu, em março de 2007, a saída de quatro jovens brasileiros para a Itália para fins de prostituição. Ainda desempenhava outra função importante dentro da organização criminosa, pois tinha como uma de suas atribuições administrar a casa de prostituição na Itália, na qual ficavam alojados os jovens aliciados no Brasil.

Luciano de França Costa: atuava principalmente na parte financeira da quadrilha, executando, entre outras atividades, a compra de passagens utilizadas pelos membros da organização criminosa e pelos aliciados. Foi sócio da empresa Brasitália Viagens e Turismo Ltda ME, juntamente com o também acusado Paolo Simi.

José de Arimateia Farias Duarte Júnior: também pertencia ao grupo dos aliciadores, viabilizando a saída de pessoas para o exterior para fins de prostituição. Há provas de que ajudou, pelo menos, quatro rapazes a irem para a Itália.

Da Redação / Com MPF/PB

terça-feira, 13 de julho de 2010

Presidente da Câmara de Guarabira é assaltado e ameaçado de morte

O presidente da Câmara de Guarabira, o vereador Francisco Ednaldo de Souza (PMDB), mais conhecido como Chico Mala, foi assaltado na noite de ontem (12), na cidade de Cuitegi, onde o parlamentar possui um posto de gasolina.

Segundo o 4º Batalhão de Polícia Militar, a vítima estava no estabelecimento comercial quando foi surpreendido por dois homens armados com revólveres. Os bandidos chegaram ao local em uma moto Honda 150, cor preta, e após render o vereador e sua esposa levaram uma quantia no valor de R$ 1.100, além de um celular.

De acordo com o político, um dos assaltantes ficou com a moto ligada em frente ao posto enquanto o outro se dirigiu ao escritório, onde ele se encontrava. Francisco contou que também sofreu ameaças de morte, durante a ação que durou cerca de três minutos.

Segundo ele, o bandido chegou no escritório e anunciou o assalto, mas como o dinheiro estava na sala ao lado, sua esposa teve que ir buscar a quantia, sob a ameaça do assaltante atirar no vereador, caso houvesse algum tipo de reação.

O assalto foi gravado pelo circuito interno de câmeras, porém o ladrão estava de boné e com a cabeça baixa, condição que dificultará sua identificação pela polícia.

Diligências foram efetuadas pelo município, mas os acusados conseguiram fugir sem deixar pistas.

Simone Bezerrill
brejo.com

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pedido de Habeas corpus deve ser feito hoje por advogado de Bruno


O advogado Ércio Quaresma Firpe deve entrar hoje (12) com pedido de habeas corpus para o goleiro Bruno Fernandes, 25, e outras cinco pessoas acusadas de participar do sequestro e da morte da ex-amante do jogador, a estudante paranaense Eliza Samudio, também de 25. Ele disse que planeja contratar peritos criminais e advogados especializados em questões trabalhistas e de direito de imagem para montar sua defesa.

Quaresma contesta dois pontos levantados pela investigação da polícia mineira: o depoimento do adolescente J., de 17 anos, primo de Bruno, e a ausência de sangue na casa onde Eliza teria sido asfixiada até a morte. "O menor fala que deram um pedaço do corpo da vítima para os cachorros comerem. Desde quando carne humana faz parte da dieta alimentar de um rotweiller?", pergunta o advogado.

"Sou amigo do Paulista (Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de matar a estudante e esconder o corpo). Ele trabalha com treinamento de animais. Você pode colocar um filé mignon na frente de um cão treinado que ele não come", afirma. O defensor de Bruno acha que é necessário elaborar um novo laudo técnico para mostrar se há ou não sangue na cena do crime e se esse sangue é de Eliza.

A defesa de Bruno também está preocupada com a divulgação de fotos do jogador com o uniforme de presidiário e de sua vida pessoal. "Qual o objetivo disso, além de execrar o ser humano? Vou chamar um advogado que entende de direito de imagem para avaliar isso", prometeu Quaresma. Ele também criticou a exposição que a imprensa fez da tatuagem que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, braço-direito de Bruno, tem nas costas.

Perícias
A expectativa é de que durante esta semana sejam divulgados dados periciais importantes para a investigação. O Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil procura evidências do crime analisando a movimentação da Range Rover de Bruno, por meio de dados já requisitados do GPS do veículo.


O primeiro mapeamento enviado por uma seguradora paulista não constava o período de 1º a 8 de junho, o que levou a polícia mineira a fazer nova requisição. As informações são mantidas sob sigilo, mas a análise do GPS indica que caminhonete de Bruno circulou pelas cidades de Esmeraldas, Betim, Ribeirão das Neves e Contagem, todas na região metropolitana, no dia 9 de junho, data em que a polícia acredita que Eliza tenha sido assassinada.

Com o relatório, será possível verificar o trajeto do veículo no período investigado e o tempo em que ficou em cada local. "Essas cidades são muito próximas umas das outras", observou o diretor do IC, Sérgio Ribeiro. "Não temos os dados ainda."

O instituto também deverá finalizar a perícia no Citroen de Bola, onde foram encontrados vestígios de sangue, e em um EcoSport que teria sido usado para levar o grupo ao local do assassinato. Em busca de provas, o IC analisa ainda o conteúdo do laptop utilizado por Eliza.

Durante o fim de semana, os trabalhos de investigação da polícia foram mantidos em segredo e praticamente não houve movimentação no Departamento de Investigação, na capital.

Suposto executor tem ligações suspeitas com a polícia
O principal suspeito de assassinar e ocultar o corpo de Eliza Samudio, Bola foi identificado no ano passado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas como um homem "programado para matar" e cujos serviços costumavam ser requisitados por policiais.

De acordo com o presidente da Comissão, deputado Durval Ângelo (PT), embora tenha sido excluído em maio de 1992, Bola se apresentava como policial civil e mantinha "muitos tentáculos" na corporação até ser preso na noite da última quinta-feira.

Esta semana, a Comissão cobrará formalmente agilidade da Corregedoria-Geral de Polícia Civil nas investigações que apuram a denúncia sobre a atuação de uma suposta organização de extermínio no Grupo de Respostas Especiais (GRE). O esquema foi levado pelo então inspetor do GRE, Júlio Monteiro, à Comissão, que o denunciou à Corregedoria em maio de 2009.

* As informações são da Agência Estado

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Delegada afirma que ainda não é necessário depoimento de Bruno



Policiais civis realizam desde o final da tarde de hoje (28) buscas no sítio do goleiro Bruno, do Flamengo, no município de Esmeraldas (MG), nas investigações sobre o desaparecimento da estudante Eliza Silva Samudio, 25. Cinco carros da polícia estão no local.

A delegada Alessandra Wilke, titular da Delegacia de Homicídios de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte), disse hoje que as investigações sobre o desaparecimento de Eliza ainda não necessitam de depoimento de Bruno.
Ontem (27), a Justiça de Minas Gerais deu autorização para que Luís Carlos Samudio, 43, avô materno do suposto filho do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, fique provisoriamente com a criança em Foz do Iguaçu (PR), onde mora. O avô depôs na delegacia de Contagem sobre o desaparecimento da filha.

Bruno seria pai de criança de 4 meses, fruto de relação extraconjugal com Eliza. A paternidade da criança é alvo de ação na Justiça do Rio de Janeiro. Familiares e amigos da jovem não têm sinal dela desde o início deste deste mês, quando, segundo a delegada, Eliza foi convidada por Bruno a morar com a criança em um sítio do jogador, que fica em um condomínio fechado na cidade de Esmeraldas (região metropolitana de Belo Horizonte).

No fim da semana passada, a Polícia Civil de Minas Gerais recebeu denúncia anônima dizendo que Eliza teria sido “espancada até a morte” no sítio. Funcionários e pessoas que estiveram no local e foram ouvidas pela polícia negaram terem visto a mulher no local. Ainda de acordo com ela, uma testemunha afirmou que falou com a jovem no dia 9 deste mês e que ela disse estar em Minas Gerais a convite do jogador.

Bruno foi afastado do flamengo pela diretoria do time até resolver seus problemas pessoais.
(*) Colaborou Rayder Bragon, especial para o UOL Notícias, em Belo Horizonte