sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

CNC: número de famílias endividadas cai em 2015, mas inadimplência aumenta

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O número de famílias que reconheceram não ter perspectiva de pagar suas contas atrasadas subiu 23,2% Marcello Casal jr


O ano de 2015 teve uma redução de 1,3% no número médio de famílias com dívidas, divulgou hoje (22) a Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a CNC, no entanto, o número de famílias com dívidas e contas em atraso (inadimplentes) aumentou 8,4% em relação a 2014, chegando a 20,9%.
Pela primeira vez, desde 2010, ocorre aumento no número de famílias com contas atrasadas. No ano passado, 19,4% das famílias estavam nessa situação.
Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) e apontam aumento da inadimplência. O número de famílias que reconheceram não ter perspectiva de pagar suas contas atrasadas subiu 23,2% e chegou a 7,7% do total. Em números absolutos, havia mais de 1,1 milhão de famílias nessa situação em 2015, contra 899 mil em 2014.
A redução do número de famílias com dívidas, para a CNC, está ligada a fatores desfavoráveis ao consumo, como aumento da inflação e desaquecimento do mercado de trabalho.
A pesquisa também aponta que a renda das famílias brasileiras está mais comprometida com o pagamento de dívidas. O percentual médio da renda usada para este fim subiu de 30,4% para 30,6% – a maior taxa da série iniciada em 2010.
Crédito
Segundo a pesquisa, o encarecimento do crédito causado pelo aumento das taxas de juros contribuiu para um maior comprometimento da renda, que teve queda em valores reais no ano passado.
Um percentual de 12,4% das famílias se consideravam muito endividado em 2015, contra 11,6% em 2014. A parcela que acredita estar pouco endividada caiu de 26,6% para 26,2%.
As famílias com renda de até dez salários mínimos estão mais endividadas (62,4%) e também apresentam percentuais maiores quando perguntadas se têm contas em atraso (23,4%) e se estão sem condições de pagá-las (9%).
Para as famílias que ganham mais de dez salários mínimos, o endividamento está em 54,8%, 20,1% têm dívidas atrasadas e 2,8% declaram que não vão ter condições de quitá-las.
Vinícius Lisboa - repórter Agência BrasilEdição: Talita Cavalcante

Governo prepara privatização de seis distribuidoras de energia São elas: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia S.A. (Ceron), Boa Vista Energia S.A. e Amazonas Distribuidora de Energia S.A.

O governo Dilma Rousseff prepara a privatização de seis distribuidoras de energia elétrica. São elas: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia S.A. (Ceron), Boa Vista Energia S.A. e Amazonas Distribuidora de Energia S.A. A informação foi publicada nesta sexta-feira (22) no jornal O Globo.
Para tanto, o governo fará neste ano um aporte na Eletrobrás de R$ 5,95 bilhões. O valor, inclusive, servirá para renovar  contrato de concessão das distribuidoras.
“Após a renovação dos contratos, o governo federal poderá dar início ainda este ano ao processo de privatização das distribuidoras ligadas à Eletrobras, como ocorre com a Celg, de Goiás, que deve ser vendida nos próximos meses. O governo pretende arrecadar com a venda das distribuidoras mais do que os quase R$ 6 bilhões que serão aportados”, afirma o periódico
Procurado pelo jornal, o Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou a capitalização neste ano mas disse, por meio de nota, que “ainda está em estudo a forma que ela será feita”.

PT tira Dilma e Lula das inserções na TV A atual presidente e seu antecessor foram alvos de panelaços quando apareceram no horário reservado ao partido em 2015. Cúpula pretende centrar próximos programas na defesa da sigla


A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula ficarão de fora das inserções comerciais que o PT levará ao na primeira quinzena de fevereiro. O partido vai priorizar a defesa da imagem da sigla, abalada por envolvimento de petistas em esquemas de corrupção com o do mensalão e o petrolão. A informação é daFolha de S.Paulo. No ano passado, a aparição de Dilma e Lula na TV gerou onda de panelaços em quase todo o país.
As inserções serão exibidas nos dias 2, 4, 6, 9 e 11 de fevereiro. A cúpula do partido estuda se os dois aparecerão no programa de dez minutos que será levado ao no ar dia 23. Tudo vai depender do clima político após a volta dos trabalhos no Congresso, segundo a Folha.
O presidente do PT em São Paulo, Emídio de Souza, nega que a exclusão de Lula e Dilma esteja relacionada aos panelaços e afirma que o protesto pode ocorrer mesmo sem a presença dos dois na TV.
Em pronunciamento de rádio e TV em 8 de março, Dia da Mulher, Dilma foi alvo de panelaços em 12 capitais. Depois disso, a presidente optou por gravar vídeos e pronunciamentos para a internet. Em maio foi a vez de o depoimento de Lula no horário partidário ser recebido com protestos em 11 capitais. Os dois voltaram a aparecer nas inserções de agosto que ironizavam os panelaços. Houve protesto em 17 capitais.
Fonte: congresso em Foco

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Concursos em andamento oferecem quase 19 mil vagas Remunerações alcançam até R$ 27,5 mil. Há oferta de vagas para todo o país e para os mais diversos níveis e áreas de formação. Veja a lista atualizada dos concursos com inscrições abertas ou à espera de realização de provas



Há quase 19 mil vagas nos concursos em andamento em todo o país. A lista das seleções com inscrições abertas ou à espera da realização das provas reúne opções para todos os cantos do país, as mais variadas áreas e níveis de formação. Os salários chegam até a R$ 27,5 mil, caso do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (19 vagas) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (38). Prefeituras de cidades como Goiânia, Palmas, Nova Erechim (SC), entre outras, sinalizam com remuneração superior a R$ 10 mil.
Nesta semana foram abertas as inscrições para dois dos mais aguardados concursos: o do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso do INSS estarão em disputa 950 vagas, para cargos de nível médio e superior, com salários de R$ 4.886,87 e R$ 7.496,09, respectivamente. A organização cabe ao Cebraspe, o antigo Cespe/UnB.
As vagas serão distribuídas da seguinte maneira: 150 para analista do seguro social com formação em serviço social e 800 para técnico do seguro social. Os cargos serão preenchidos no Distrito Federal e nos 26 estados. As inscrições seguem até 22 de fevereiro e podem ser feitas pelowww.cespe.unb.br/concursos/inss_2015. As provas objetivas devem ser aplicadas em maio.
Já o IBGE oferece 600 vagas (140 de nível superior e 460 de nível médio). A remuneração varia de R$ 3.319,45 a R$ 9.396,88. O concurso é organizado pela Fundação Getúlio Vargas (http://fgvprojetos.fgv.br/concursos). Os  cargos de nível superior são para analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas e de tecnologista em informações geográficas e estatísticas. Para o nível médio, as vagas são para técnico em informações geográficas e estatística. As inscrições vão até o próximo dia 28.
Fonte: Congresso em Foco

Estimativa feita por economista indica que baixou de 56,6% para 54,6% a participação da classe C na pirâmide social brasileira



De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi mais sortudo do que um ganhador da Mega Sena, ao lucrar R$ 917 mil com ações no mercado de capitais. A comparação consta no documento enviado pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual o jornal Folha de S. Paulo teve acesso.
O lucro decorrente dos investimentos de Cunha coincide com a geração de perdas a um fundo de pensão de servidores públicos do Rio de Janeiro. As negociações suspeitas ocorreram entre abril de 2004 e fevereiro de 2005, e chamaram a atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula e fiscaliza as atividades do mercado de valores mobiliários. A Comissão investigou o caso e concluiu que Cunha obteve “lucros indevidos” com papéis emitidos por fundos de investimento movimentados pela Prece – fundo de pensão dos funcionários da companhia de água do Rio, a Cedae.
A CVM constatou que o peemedebista alcançou uma taxa de sucesso de 100% nas operações no mercado de dólares e de 98% em outro papel. No período apurado, Cunha atuou em 23 pregões.
“Para se ter uma ideia, a probabilidade de se obter uma taxa de sucesso de 98% ocorre em uma vez para cada 257 septilhões. Sabendo-se que a chance de ganhar a Mega Sena quando se faz a aposta mínima é de 1 em 50 milhões, verifica-se que a chance de uma taxa de sucesso de 98% é praticamente nula e decorre claramente de uma fraude”, avalia a PGR ao analisar as conclusões da CVM sobre o caso.
No inquérito aberto pela CVM, o presidente da Câmara se defendeu dizendo que seu excelente desempenho do mercado de ações é resultado de operar “com convicção”.
Fonte: Congresso em Foco

Com crise, quase 4 milhões voltam às classes D e E Segundo estimativa divulgada pelo Valor Econômico, 3,7 milhões de brasileiros deixaram a classe C devido ao aumento do desemprego e à queda de seus rendimentos no ano passado

Estimativa feita por economista indica que baixou de 56,6% para 54,6% a participação da classe C na pirâmide social brasileira

O aumento do desemprego e a queda nos rendimentos dos brasileiros já mostram efeito sobre o processo de mobilidade social em curso no país de meados de 2004 a 2014, informa a reportagem do Valor Econômico.
Estudo feito pela economista do Bradesco Ana Maria Barufi estima que, entre janeiro e novembro do ano passado, a participação da classe C na pirâmide social caiu dois pontos percentuais. Baixou de 56,6% para 54,6%. Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), Ana Maria estima que 3,7 milhões de pessoas deixaram a classe C.
Esse grupo migrou para as classes D e E, segundo a economista. A participação da classe D avançou de 16,1% para 18,9%. No caso da E, o avanço foi de 15,5% para 16,1% no mesmo período. Devido ao agravamento da crise, ela acredita que a classe C tende a voltar a responder por menos da metade da população do país, retomando o nível registrado até 2010.
De acordo com os cortes de renda utilizados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), em 2015, a classe C reúne famílias com renda mensal entre R$ 1.646 e R$ 6.585, já a D, entre R$ 995 e R$ 1.646. A classe E tem renda familiar até R$ 995, informa o Valor.
A economista observa que não há perspectiva de reversão desse quadro em curto prazo, já que o aprofundamento da crise tende a atingir de forma mais intensa as classes mais baixas. A inflação superior a 10% no acumulado dos últimos 12 meses prejudica ainda mais os brasileiros com menor renda. O resultado, explica Ana Maria Barufi, é que a desigualdade de renda deve voltar a crescer no país nos próximos anos.