terça-feira, 26 de maio de 2015

Nassif: As tolices a respeito do Bolsa Família

 

 
Do filósofo Eduardo Giannetti da Fonseca, liberal, ouvi a máxima de que os juros são altos porque o brasileiro entrou na voracidade do consumo e não sabe poupar, preferindo se endividar sem olhar a taxa paga.

De um economista de direita, em um Congresso Internacional de Direitos Humanos em Belém, as críticas acerbas quanto ao fato do pobre gastar dinheiro atrás de quinquilharias da classe média.

De Frei Betto, de esquerda, que o grande erro do governo foi ter proporcionado bens materiais e não espirituais aos pobres.

De O Globo, sempre atento às invasões bolivarianas, ao fantasma de Che, e ao supremo risco dos irmãos Castro invadirem o Brasil, o endosso às teses de Frei Betto.

E aí se vê a geleia geral em que se transformou a política brasileira. No Bolsa Família, Frei Betto critica o caráter “compensatório”. O Fome Zero, na versão idealizada por ele, era um “programa emancipador”, que primeiro daria formação, montaria uma estrutura em torno de conselhos populares, organização social, para depois premiar o pobre com o direito ao consumo.

Nada além do que organizações como o Movimento dos Sem Terra (MST), ou Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) propõem, ou seja, uma organização à parte do mercado, com fundas raízes ideológicas, ótimas para a organização de grupos sociais excluídos, temerária como política pública.

Releve-se o sofisma de Betto – que o governo deveria dar luz e saneamento em vez de renda familiar, como se ambas as prioridades fossem conflitantes.

O programa Luz para Todos é um sucesso amplo. O saneamento, uma frustração, mas por falta de competência gerencial, não de vontade política.

Nos três casos – o liberal, o esquerdista e o direitista – o mesmo preconceito em relação ao livre arbítrio do cidadão e do mercado como elemento de inclusão social. Nos três casos, uma posição profundamente elitista, um liberalismo de jabuticaba, que investe contra princípios básicos do liberalismo para políticas sociais, que defende o livre arbítrio do beneficiário de políticas compensatórias; um esquerdismo de araque, que só concebe o tal do povo submetido a programas educativos; e um direitismo em estado puro, para quem o povo é a ralé.

Sugiro aos três grupos os relatos da pesquisadora da Unicamp, Walkiria Leão, sobre o poder transformador do consumo – ela própria abrindo mão de seus preconceitos de esquerda contra o consumo.

São relatos extraordinários sobre a importância do “crédito” (de acredito) na vida das pessoas, a maneira como saíram do anonimato e ganharam um perfil público, levando-as a se transformar em outras.

Pobres que tinham até vergonha de frequentar locais públicos, graças ao consumo se sociabilizaram, não apenas venceram a fome e a insegurança financeira, mas ousaram novas profissões, novos voos.

Betto tem uma diferença em relação ao Bolsa Família: sepultou o seu Fome Zero, um conjunto de ideias soltas, sem nenhuma amarração conceitual, sem capacidade de implementar política alguma.

Em uma das críticas ao Bolsa Família, em 2009, taxou-a de “projeto de poder”. Projeto de poder mambembe era o Fome Zero, com sua visão missionária de emancipação.

São esses pobres, que se tornaram classe média sem a tutela do Estado, que estão hoje empurrando o país para frente, ao exigir melhoria nos serviços públicos, a volta do crescimento econômico, a recuperação do sonho que aprenderam a sonhar. 
Por Luiz Nassif

Fonte: Jornal GGN

Brasil influencia redução da desigualdade na América Latina


criancas wilsondias
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
 
O relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado pela BBC Brasil nesta quinta-feira (21), destaca o papel do Brasil na redução da desigualdade na América Latina na última década. De acordo com o documento, a maioria dos países da América Latina, “particularmente o Brasil”, vem reduzindo de forma generalizada a desigualdade, desde o final dos anos 90. “Essa redução não ocorreu de forma tão acentuada em outras regiões”, afirmou à BBC o analista de políticas sociais da OCDE, Horácio Levy.
O estudo aponta uma queda na desigualdade de renda na região, enquanto nos países ricos continua em alta. “A trajetória da América Latina contrasta com as dos países da OCDE, onde a desigualdade de renda tem aumentado desde o início dos anos 80”, comparou o especialista. A desigualdade de renda nesses países atingiu, em alguns casos, “altas históricas”, diz o documento denominado “Juntos nisso – Por que menos desigualdade beneficia a todos”. (tradução livre)
Os dados da OCDE indicam que os 10% mais ricos ganham 9,6 vezes mais do que os 10% mais pobres. Essa proporção vem crescendo desde a década de 80, quando era de sete vezes mais. Na década de 2000, subiu para 9,1 vezes mais, chegando aos 9,6 atuais.
Gini - O documento alerta, no entanto, para o fato de haver uma desaceleração na desigualdade latina a partir de 2010. Segundo a OCDE, o coeficiente Gini, que mede a desigualdade de renda, é de 0,32 na média dos países ricos da OCDE. O índice vai de 0 a 1 - quanto mais alto, maior a desigualdade. O Gini do Brasil é 0,55; do México, 0,48; e, do Chile, 0,51.
 
Em meados da década de 80, o coeficiente médio de 22 países da OCDE era de 0,29. O aumento de quase 11% no índice representa crescimento da desigualdade. No Brasil, o coeficiente Gini passou de 0,6, em meados dos anos 90, para 0,55 agora – queda de aproximadamente 8%.
Na América Latina, a redução das diferenças salariais aparece como principal fator para explicar a queda das desigualdades. Isso ocorreu, segundo o estudo, “em razão do maior acesso à educação nesses países” e aumento nos gastos  na área de saúde e educação”.
 
Proteção social - Economias emergentes como o Brasil, de acordo com o estudo, acertaram ao optar por medidas de reforço da proteção social e de redistribuição de renda para combater a redução da pobreza e da desigualdade.
 
A ampliação do acesso à educação e o aumento no salário mínimo resultou, no Brasil e em outros países analisados, na redução da desigualdade de renda no trabalho. A diferença salarial entre postos que exigem maior e menor qualificação diminuiu. Além disso, a ampliação dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, por exemplo, contribuíram para promover maior redistribuição de renda e, consequentemente, mais desenvolvimento.
 
Para reduzir a distância entre ricos e pobres e ampliar o crescimento, o relatório recomenda a promoção de mais igualdade entre homens e mulheres, ampliação do acesso a melhores empregos, mais investimentos em educação e formação e redistribuição de recursos, por meio de transferências de renda. Sugere, ainda, que as economias emergentes avancem nas medidas de formalização da mão de obra e simplificação do sistema tributário. Citou a implantação do Simples Nacional, pelo Brasil, como exemplo de sucesso. 
 

PT na Câmara com  PT de Notícias e agências 

Luiz Couto parabeniza paraibano que assume Diocese de Garanhuns


Pe. Paulo Jackson de souza, novo bispo de Garanhus

Papa Francisco nomeou o Padre Paulo Jackson de Sousa, da Diocese de Patos, na Paraíba, Bispo da Diocese de Garanhuns, em Pernambuco
O Papa Francisco nomeou o Padre Paulo Jackson de Sousa, da Diocese de Patos, na Paraíba, como novo bispo da Diocese de Garanhuns, em Pernambuco. 
O ato foi registrado em discurso na Câmara dos Deputados pelo deputado Luiz Couto (PT). 
A ordenação de Paulo Jackson como bispo será no próximo dia 18 de julho, na cidade Morada do Sol. Ele atuava como padre na Paróquia Bom Jesus do Horto, na Arquidiocese de Belo Horizonte-MG. Já a Diocese de Garanhuns estava vacante, desde 6 de agosto de 2014, quando Dom Fernando Guimarães foi nomeado Arcebispo Militar do Brasil. Desde então, o Clero vinha sendo conduzido pelo Monsenhor Benevenuto, que exerce a função de administrador Diocesano até que o novo bispo seja empossado.

"Conheço profundamente o Padre Paulo Jackson. Ele trabalhou durante muito tempo na Diocese. Era professor e formador na Diocese de Patos. Também fez curso de Teologia Bíblica pela Universidade Gregoriana de Roma e possui mestrado em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico, o que tem demonstrando seu merecimento. 
Quero manifestar a minha solidariedade e dizer que nas minhas orações, pedirei que ele possa realizar um excelente trabalho na Diocese de Garanhuns. Conheço muitos padres daquela diocese e tenho certeza de que o Padre Paulo Jackson, como Bispo, irá fazer um pastoreio naquela região, irá cuidar das ovelhas, cuidar daquele povo, dos pobres, dos oprimidos, dos marginalizados, enfim, irá fazer aquilo que sempre fez, para que todos possam ter uma vida digna. 
É nesse sentido que eu peço a Deus que lhe dê muita força e muita coragem", disse Couto em seu pronunciamento.

Ascom do Dep. Luiz Couto

sábado, 16 de maio de 2015

Roberto Jefferson deixa a prisão para cumprir pena em casa

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, condenado a sete anos de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, deixou hoje (16) o Instituto Penal Francisco Spargoli, em Niterói (RJ), e vai cumprir o resto da pena em prisão domiciliar.
O benefício foi autorizado ontem (15) pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), por Jefferson ter cumprido um sexto da pena em regime inicial semiaberto.  O ex-deputado ficou 14 meses preso e conseguiu completar um sexto da pena com desconto dos dias trabalhados em um escritório de advocacia como auxiliar de escritório.
Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Jefferson disse estar aliviado e que pagou pelos crimes que cometeu. “Está pago, ainda tem algum tempo a cumprir, mas está pago”, disse a jornalistas na saída do prédio.
Perguntado se sabia do esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato, o ex-deputado disse que não pode falar sobre esses assuntos, cumprindo regra imposta pelo ministro Barroso. “Está aqui, mas não posso falar nada”, disse, levando a mão à garganta.
Operado em 2012 para a retirada de um tumor no pâncreas e de partes de outros órgãos do sistema digestivo, Jefferson disse que vai aproveitar a saída da prisão para cuidar da saúde e “namorar muito”. O ex-deputado deve se casar no fim deste mês. 
“Não há prisão que seja boa, mas tirei com toda a serenidade. Evoluí, melhorei, estou melhor que ontem. Tive o tempo de ler, de conhecer o sofrimento das pessoas que passam por isso”, disse.
O ex-deputado deixou o presídio dirigindo e disse que iria para um apartamento na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Agencia Brasil

GUARABIRA: Zenóbio acompanha arquiteta e engenheiros em visita a prédio histórico que passará por restauração

GUARABIRA: Zenóbio acompanha arquiteta e engenheiros em visita a prédio histórico que passará por restauração
O prefeito Zenóbio Toscano visitou na manhã desta sexta-feira (08/05) o prédio que serviu de residência para a tradicional família Cunha Rêgo, localizado ao lado da Câmara Municipal, na Av. Solón de Lucena.
Desafiando o tempo ao “olhar” para o moderno calçadão da Praça João Pessoa, o antigo casarão recebeu os olhares atenciosos do gestor, que estava acompanhado do engenheiro do município Murilo Filho, da arquiteta Luisa Costa e do engenheiro calculista Argemiro de Brito, este último responsável pela construção do atual santuário de Frei Damião.
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De acordo com Murilo, o objetivo deste encontro foi compatibilizar as ideias da arquiteta em seu projeto com a avaliação inicial de Argemiro perante a atual situação do prédio, na possibilidade de eventuais trabalhos de suporte de carga e manutenção.
A avaliação, segundo Murilo, foi positiva, pois o casarão está compatível com a intervenção desejada, de tal forma que haverá os cuidados necessários para que se preserve toda a estrutura histórica existente por meio dos processos de restauração e revitalização, onde funcionará em breve um espaço destinado a cultura.
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Vale lembrar que, na década de 30, o influente comerciante José da Cunha Rêgo era dono de um empório que vendia uma enorme variedade de produtos e mercadorias, aos comerciantes locais e de outros municípios. Atualmente, este prédio abriga diversos estabelecimentos.
Codecom-PMG

Os 9 cargos com mais dificuldade de contratação e porquê

O domínio de um segundo idioma e de amplo conhecimento técnico são 
dois tipos de habilidades profissionais cada vez mais raras no mercado de trabalho.

Segundo um levantamento realizado pela empresas de recrutamento
Page Personnel, encontrar profissionais com esse tipo de qualificação
tem se tornado um desafio permanente para as empresas.
Para o gerente executivo da Page Personnel, Ricardo Ribas,
profissionais que aliem amplo conhecimento técnico e bom nível
comportamental são mais difíceis de serem encontrados no mercado.
 “É comum termos candidatos com bom domínio técnico ou de
características comportamentais adequadas, mas com esse perfil completo
já é um pouco mais raro”.
“Quem hoje domina um segundo idioma, preferencialmente o inglês, 
e ainda tem algumas competências que o mercado exige, como pro
 atividade, ambição na carreira, comprometimento e entender do 
negócio que atua, larga na frente por uma vaga.  São pessoas com
 essas qualidades que as empresas sempre estão de olho”, explica.
Veja os nove cargos com mais dificuldade de contratação:
CargoÁreaFunção
Dificuldade de contratação
Fonte: Page Personnel
Gerente comercialVendasVenda
Relacionamento com as grandes redes supermercadistas

Domínio no segundo idioma
Analista sênior/ Coordenador de departamento pessoalRHCondução de projetos de RH
Domínio de softwares de folhas de pagamento
Analista de produto júnior/plenoMarketingCriação de novos produtoslDomínio de conhecimento técnico do setor em que atua
Vendedor Técnico/Engenheiro de VendasComercialAuxilia o cliente nas especificações técnicas do produto
Domínio no segundo idioma
Analista de Desenvolvimento Mobile IT/DesenvolvimentoDesenvolvimento de aplicações para mobile IOS e Android
Profissionais com sólidos conhecimentos na área
Analista FiscalFiscal/TributárioResponsável pelas rotinas fiscais da empresaDomínio no segundo idioma
Analista ContábilContabilidadeResponsável por rotinas contábeis da empresaDomínio no segundo idioma
Técnico de CampoGeralManutenção e instalação em equipamentos em geral
Domínio no segundo idioma e formação acadêmica
Consultor de Projeto LogísticoAdministraçãoAnálise de malha logística
Foco em melhoria de processos e otimização de custos

Profissionais com sólidos conhecimentos na área